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2020 Um ano de superação

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Quando os ponteiros do relógio apontaram meia-noite do dia 1 de janeiro de 2020, ao redor do mundo, as celebrações aconteceram. Fogos de artifício coloriram o céu, espumantes foram abertos e brindes compartilhados, abraços e beijos trocados, canções entoadas… afinal, um novo ano acabara de chegar e com ele sempre vem a esperança renovada de dias melhores para todos. Mal sabíamos todos nós o que este ano nos reservava. 

Ainda em dezembro de 2019 o mundo soube pela primeira vez da existência de um tal vírus que estava a assustar, e infectar pessoas, lá longe na China. Até então, parecia ser algo pontual e que não teria força para atingir o resto do mundo. Ledo engano. O novo vírus chegou com a força de um tsunami, arrasando os países em diferentes continentes e levando junto com ele economias, planos, e especialmente, vidas. E cá estamos, um ano depois, e a rapidez de propagação e letalidade desse vírus segue assombrando, e fazendo vítimas, ao redor do mundo.

2020. Um ano para ser lembrado, ou para muitos, esquecido. O ano em que as relações, sejam elas de família, amigos, trabalho, sociais, mudaram, e talvez, nunca mais sejam as mesmas que conhecíamos. Tivemos que nos adaptar a diversas novas realidades. O mundo, de uma hora para outra, passou a ser “virtual”. Da mesma forma, famílias passaram a conviver 24 horas do dia, o que nem sempre significou mais união ou cumplicidade, basta constatar que o número de separações de casais nesse período de isolamento deu um salto, bem como os casos de violência doméstica. Problemas de saúde mental se agravaram, sobretudo a depressão e a ansiedade.

Os abalos deixados por um ano marcado por uma pandemia, como há anos o mundo não via, são sentidos todos os dias por nós. A pobreza se acentuou nos países aonde já existia, e até as economias mais fortes enfrentam números preocupantes, com o desemprego sendo uma realidade para muitos. Ao redor do mundo pessoas perderam entes queridos e mal puderam se despedir, e terão que aprender a conviver com a falta permanente. Sistemas de saúde estão em colapso, sem condições de atender a demanda de infectados, somada a já existente. 

Porém, é preciso, para seguirmos em frente, tentarmos focar no aprendizado que tudo isso nos deixou. E neste ano de superação, olhemos mais de perto para as pequenas vitórias de cada um. Sejam elas quais forem. Se você pensar bem, de alguma forma, se superou neste ano que acaba, e segue aqui. 

Todos fomos tirados, ou melhor arrancados, da chamada “zona de conforto”. Rotinas e hábitos bruscamente alterados. Foi preciso aprender novas tecnologias e se adaptar a elas para um novo modelo de trabalho, além de ajudar os filhos no ensino online, e exercitar a paciência infinita com os mesmos trancados em casa. Muitos viram o emprego ir embora e a situação financeira piorar, e em meio à crise, tiveram que correr atrás de novas oportunidades. Outros tantos tiveram, à força, que reinventar, ou adaptar, o negócio encerrado pelos consecutivos lockdowns impostos pelos governos. A superação foi uma constante. Ficar longe de membros queridos da família e de amigos, também não é fácil para ninguém, mas foi preciso, para resguardar a saúde dos mais frágeis. Manter a saúde, física e mental em dia, também é uma vitória em meio ao caos.

Como sociedade, tivemos belos exemplos. Se para milhares faltou trabalho, para um grupo muito especial houve excesso de demanda. Como não saudar aqueles que trabalham na chamada “linha de frente”? Sejam eles médicos, enfermeiros, cuidadores de idosos, socorristas, caminhoneiros, funcionários de supermercados, entregadores, motoristas do transporte público, apenas para mencionar alguns. A superação desses profissionais foi uma constante. 

Ao longo deste ano de dificuldades, fomos obrigados a olhar mais para os outros e, diante do que vimos, foi preciso agir. Os gestos de solidariedade afloraram, seja através de doações ao banco de alimentos ou hospitais, ou em atitudes, como se oferecer para fazer as compras para um idoso. 

Encerramos esse ano sem uma ideia concreta de quando, e se, essa pandemia findará. O futuro, aquele em que sempre depositamos nossa fé, ainda é nebuloso, e o que sabemos ao certo é que durante algum tempo ainda conviveremos com máscaras, regras de distanciamento social e outros protocolos. 2020 exigiu de todos que exercêssemos o poder de resiliência, no significado mais amplo da palavra. Fomos obrigados a nos adaptar às mudanças, de maneira rápida e radical. Não seremos mais os mesmo, e isso pode ser bom.

E apesar de tudo, seguimos aqui. Um novo ano se aproxima, uma nova chance de fazermos diferente, e melhor. E exercermos nosso poder de adaptação, que nos mantêm vivos e com esperança de dias melhores. Que venha 2021.

Lizandra Ongaratto/MS

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