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Os jogos do poder

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Créditos: DR

Olá, muito bom dia,

Espero-vos bem. Com saúde e boa disposição. É uma mais-valia nos tempos que correm.

Cá estamos e prontos para mais uma sexta-feira e mais uma edição do jornal Milénio Stadium.

Corre muita tinta pela política, eleições legislativas em Portugal, no passado dia 30, e já agora aproveito para dar os parabéns bem merecidos à vitória do PS. Goste-se ou não da pessoa que lidera o partido, verdade se diga, durante estes dois últimos anos, António Costa até que se portou muito bem e teve pulso firme na condução das medidas a tomar para prevenção e cautela da nação. Parabéns. Maioria absoluta bem merecida. Mas não obstante todo e qualquer país tem jogo de cintura, principalmente na área da política. Vamos tocar na ferida dos jogos olímpicos de inverno e colocar-lhe algum sal.

A polémica em redor da organização de Pequim 2022 prossegue com federações e atletas individuais a apelarem a um boicote, enquanto as grandes empresas, historicamente ligadas ao espírito olímpico, mantêm o apoio aos Jogos. À medida que a abertura dos Jogos Olímpicos de inverno se aproxima rapidamente, as opiniões quanto à separação entre a China política e Pequim 2022 continuam extremadas. Conta o “New York Times” que, numa das pistas de esqui que vão receber provas a partir de dia 4 de fevereiro, já foram colocados painéis eletrónicos de empresas como a Samsung ou a Audi. A Coca-Cola tem nos seus rótulos ou latas os anéis olímpicos. O cartão de crédito oficial do evento tem a marca Visa. Pois, pois, pois. Etc, etc,etc.

Algumas das empresas que patrocinam os Jogos Olímpicos de inverno são norte-americanas. Isso não impede que o presidente dos EUA, Joe Biden, apele a um “boicote diplomático” do acontecimento, ecoado noutros países conhecidos como “democracias ocidentais”. A razão apontada é a alegadamente repetida violação dos direitos humanos por parte do Governo chinês. Segundo o “NYT”, a acusação inclui uma campanha de repressão na região de Xinjiang, à qual os EUA chamam “genocídio”.

As empresas que mantiveram o seu apoio a Pequim 2022 têm sido presenteadas com protestos de ativistas dos direitos humanos em vários países. Aparentemente, a revolta dos manifestantes tem tido pouco efeito nas marcas, que optam por se sentar ao lado da China. Para o fazerem, essas empresas argumentam que os Jogos Olímpicos não são políticos e lembram os milhões de dólares gastos em contratos com edições anteriores à de Pequim.

O caso do Tibete, que a China continua a ver como território seu – tal como Taiwan, com a diferença do poderio económico deste – não desapareceu das agendas críticas do regime chinês. Mandie McKeown, da organização International Tibet Network, afirmou ao “NYT” que “elas, (as empresas) parecem proceder como se estivesse tudo normal. Mantêm as cabeças enfiadas na areia” porque assim é muito mais conveniente. 

Muito mais há para acrescentar. Mas como de política percebo muito pouco e, aliás, nem me quero arreliar muito, ficamos mesmo por aqui. Cuidem-se e já sabem muito bem o quanto é impossível controlar esta sociedade gananciosa que quase nos sufoca. 

É o que é e vale sempre o que vale.

Fiquem bem e até já,

Muita saúde.

Cristina DaCosta/MS

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