Raízes da diáspora
Ora viva. Muito boa sexta-feira para vós. Bom sinal continuarmos a cruzarmo-nos por esta via.
Muito obrigado por nos apoiarem, semana após semana. Com o aproximar a passos largos do dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Lusófonas espalhadas pelos cantos do nosso mundo esférico, o tema escolhido pelo jornal Milénio, é mesmo sobre o que nos tem acompanhado e marcado, ao longo das décadas, por este cantinho Luso do Ontário, Canadá.

Há várias décadas a residir neste país, não por opção própria, era menor e fui “trazida” pelos meus pais. Sentia-me perfeitamente bem e à vontade no país que me viu nascer. Ainda hoje me sinto. É parte de mim. É a pátria-mãe que chama. Quem assim não se sentir, não consegue realmente pertencer a nenhum lugar. O tempo traz os hábitos e vamo-nos habituando ao lugar onde vamos abrindo “as asas”. Claro que tenho amor e carinho e, acima de tudo, nutro um enorme respeito pelo Canadá. Por Toronto mais propriamente. País e cidade que me acolheram. Que me viram desabrochar. País onde nasceram as minhas duas filhas. Enfim todas essas coisas boas.
Agora falar de algo marcante a nível da comunidade para mim é complicado. Existem muitos e poucos marcos, ao mesmo tempo. Sempre adorei passear na Dundas com a minha querida mãe. Divertíamo-nos imenso. Era sempre uma risota. Adorava parar no Talho do Sardinha, que já não existe. Na Peixaria Portugal da Ossington. Ir a Augusta comprar este ou aquele artigo. E ouvir falar em português, bem ou menos bem falado. Em português. Sempre me senti bem perto do meu povo. Nunca fingi não ser portuguesa para não ajudar alguém. Sempre falei a nossa língua com todo o orgulho que possa existir. Agora falando de monumentos? Bem, aí é que a conversa muda de figura. Nunca me identifiquei com nenhum. Admiro e respeito a Camões Square, sita na College e Crawford. Talvez por ser o Dia de Portugal logo após o meu aniversário (risos…) nutra uma simpatia mais renhida. 🙂
Acho que está feito com muito bom gosto e, dá-me gozo ver outras culturas pararem e visitarem o Portuguese Canadian Walk Of Fame.
Outros monumentos como o que está no High Park, acho-o um pouco fora de contexto, por estar longe. É um lugar bonito, mas sejamos honestos, muito pouco ou até nada tem o High Park a ver com a nossa cultura. É o que é. Vale o que vale. Sempre apoiei a cultura canadiana e os seus comércios. Ser luso-canadiana para mim e poder desfrutar do melhor de dois mundos nobres, democráticos e maravilhosos.
Não tenho muito mais a acrescentar. Desejo-vos um excelente fim de semana e se acaso tiverem um pouco de tempo disponível para me acompanharem hoje pelas 6 horas da tarde, horas locais, em mais um Roundtable, ficarão a conhecer alguém jovem da nossa comunidade que se deu ao trabalho e ao luxo de nos trazer a sua sabedoria e apresentar- nos recantos que talvez sejam novidade para alguns de nós.
Cuidem-se.
Já sabem – distanciamento social, nada de muita “gente junta”, lavar as mãozinhas e a nossa máscara 🙂 essa bendita máscara que nos protege 🙂
Recorde-se: Protegendo-nos, estamos a proteger os demais.
Até já,
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