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Não vai deixar saudades a ninguém

Que venha 2021 rápido e que 2020 leve um valente pontapé para ficar coxo e não voltar.

Não vai deixar saudades a ninguém-toronto-mileniostadium
DR.

 

É assim que eu vejo tudo o que aconteceu durante o ano – as coisas não foram fáceis e o próximo ano não vai mudar muito, mas a mim 2020 não me deixa saudades nenhumas. Foi definitivamente um ano de dissabores, viagens canceladas, festas culturais proibidas, ajuntamentos entre amigos proibidos etc., foi um ano de poucos acontecimentos tudo pelas razões que sabemos. Não tivemos direito de abraçar aqueles que gostamos, até estivemos por várias vezes proibidos de sair de casa livremente. Pobres das famílias que viviam em diferentes cidades, foi tão mau que muitas pessoas desenvolveram nelas próprias problemas emocionais, mas por tudo isto é que 2020 vai ficar para a história como o ano que em todo mundo se foi acumulando uma verdadeira coleção de problemas.

O início do ano começou logo negativo. O tal bichinho que teve o seu início de alastramento, ainda em 2019 na China, rapidamente passou para do resto do mundo como uma das doenças mais perigosas. Deixou um rasto de morte por onde passou: a facilidade com que o contágio acontecia era e continua a ser assustador. Colocou o mundo em alerta máximo e a trabalhar na procura de uma vacina. Não havia, nem há, medicação para o tratamento da doença com garantia. Só em março de 2020 é que o mundo se convenceu que o coronavírus tinha chegado para ficar e fazer das dele. Podemos dizer que foi o maior acontecimento de 2020, mas houve outros acontecimentos considerados grandes. 

Segundo consta na História, pela primeira vez os Jogos Olímpicos que iniciavam no dia 24 de julho de 2020, tiveram de ser adiados para o próximo ano. Isso aconteceu por causa da pandemia. Os olímpicos nunca foram adiados, só houve cancelamento do evento durante as duas guerras mundiais. Este adiamento do evento para 2021 não vai alterar o nome, continua com o nome olimpíadas de Tóquio 2020, tendo sido do acordo de todas as direções, mas o ano foi seguindo com desgraças. No dia 4 de agosto uma grande explosão em Beirute, um acidente causado num armazém que guardava mais de 2 mil toneladas de nitrato de amónio, onde se encontravam armazenados há seis anos sem segurança nenhuma. E assim ia passando o ano, com vários campeonatos desportivos a serem cancelados, prejuízos acumulados nos clubes, famílias na classe baixa a passarem fome. Neste momento já afetou alguma classe média, muitos trabalhadores perderam o seu emprego, uma grande percentagem passou a trabalhar de casa. As empresas de imobiliária perderam milhões com espaços vazios e outros a não receber rendas por falta de possibilidade no pagamento dos arrendatários. Tudo isto obrigou a uma viragem na forma de viver, causando um stress em todo o cidadão que ninguém dava nota do mesmo porque todos estávamos contaminados com o stress. Tantas chatices sem razões para acontecer em certos lares. Todos os dias os noticiários abriam com desgraças que tinham acontecido. Foi um ano para esquecer, todos os acontecimentos positivos não vão ser lembrados porque os negativos foram muito fortes.

 E o que podemos esperar do tão desejoso 2021? Olhando bem para a frente e vendo a luz no túnel tão longe, vai ser um ano de salve-se quem puder. Não vai ser um ano de fartura, em nada. Vai haver muita pouca qualidade no que toca a sociedade e a vida social, isto é, as aberturas não vão acontecer a curto prazo e quando acontecerem vai demorar muito tempo para voltar a ver a sociedade confiante e aí a qualidade vai ser muito abaixo do esperado. Mesmo aqueles negócios que estão ansiosos de dar um pontapé para a frente vão sentir muitas dificuldades por falta de adesão, e também podemos esperar uma nega de muitos seres humanos para ajudar numa reconstrução do perdido. Vai ser muito difícil e não será em 2021 que as coisas voltarão ao normal. 

Desejo a todos os caros leitores um final de ano muito feliz e um ano novo cheio de muita saúde e que os sonhos de todos vocês se concretizem rápido. Sejam unidos e amigos, sempre precisamos e vamos continuar a precisar uns dos outros.

Adeus 2020, e entra com força 2021.

Augusto Bandeira/MS

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