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“Fui o primeiro a usar a técnica PRP em atletas”

Dr. Anthony Galea

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Crédito: DR.

O Dr. Anthony Galea foi o primeiro médico do mundo a usar uma técnica que permite recuperar lesões em atletas com as suas próprias plaquetas.  O pioneiro começou a fazê-lo em 1999 quando um dos seus clientes fez uma rutura no tendão de Aquiles e hoje a prática é comum e faz-se no mundo inteiro.

O médico, natural de Toronto e filho de pais malteses, tem mais de 30 anos de experiência e já tratou atletas famosos, como é o caso de Tiger Woods e de Alex Rodriguez, só para referir dois nomes. Há cerca de três anos Galea fundou em Toronto o Institute of Human Mechanics, que é como uma espécie de “oficina mecânica”, para citar as suas próprias palavras. O médico disse ao Milénio Stadium que recebe mais de 100.000 pacientes por ano na sua clínica e que os atletas são dos mais variados desportos, desde o hóquei até ao futebol.

Milénio Stadium: O que é que o levou a criar o Institute of Human Mechanics? Quando é que começou, qual é o conceito e que tipo de serviços é que disponibiliza?

Dr. Anthony Galea: Começámos há cerca de três anos, eu estava a fazer algo semelhante há cerca de 25 anos, mas queríamos subespecializar-nos. Basicamente trabalhamos músculo, esqueleto e lesões médias. Lesões no pescoço, costas, ancas, joelhos, tornozelos, ombros, costelas, e cotovelos relacionadas com desporto ou atividades físicas. Somos como uma oficina mecânica, quando alguém se lesiona tratamos a lesão e fazemos com que volte à sua atividade o mais depressa possível. Disponibilizamos um serviço variado, desde a superfície de diagnóstico até ao tratamento de lesões com várias técnicas de injeção. Também damos recomendações para prevenir lesões.

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Dr. Anthony Galea, foi o primeiro médico do mundo a usar uma técnica que permite recuperar lesões em atletas com as suas próprias plaquetas. Créditos: DR.

MS: Quais são as lesões mais frequentes nos seus pacientes?

AG: Depende do tipo de desporto que praticam, mas na maioria dos casos são lesões nos joelhos ou nos ombros. A maioria tem tratamento, mas depende sempre do tipo de lesão. Precisamos de perceber se se trata de uma lesão crónica ou de um tipo de lesão que resulta de movimentos repetitivos. O tempo de recuperação também varia bastante de paciente para paciente. Se for uma lesão mais complexa claro que precisa de mais tempo para recuperar.

MS: Você foi o primeiro médico a usar a técnica Platelet Rich Plasma (PRP) em atletas. Numa linguagem simples, que tipo de técnica é esta e como é que surgiu a ideia?

AG: Usamos determinadas células do nosso próprio corpo para curar as lesões de uma forma natural. Comecei a usar a técnica algures em 1999 ou 2000 quando um dos meus atletas teve uma rutura no tendão de Aquiles antes dos Olímpicos. Tive que encontrar uma solução para curar a lesão de uma forma rápida. Eu sabia que o corpo era bom a curar as lesões sozinho e foi assim que surgiu a ideia.

MS: Trabalha com atletas dos mais variados desportos: hóquei, futebol, basebol, golfe, etc. Tiger Woods é um dos atletas famosos que já tratou. Que tipo de tratamentos é que disponibiliza que fazem com que atletas famosos recorram aos seus serviços?

AG: Eu fui o primeiro a usar a técnica PRP em atletas, mas agora existem muitos médicos que disponibilizam o mesmo tipo de tratamento. Mas quando tratamos lesões não interessa se os nossos atletas são ou não famosos, o tratamento é sempre o mesmo. A única diferença é que os atletas precisam de resultados mais rápidos porque a sua carreira depende disso.

MS: Atualmente opera em Toronto em duas clínicas. Tem intenções de expandir? Quantos clientes recebe por ano? Tem atletas de diferentes desportos?

AG: Não estou a pensar em expandir. Provavelmente por ano vejo mais de 100.000 pacientes. Todos eles praticam desportos muito variados, desde futebol, hóquei, ginástica, etc.

MS: O último livro que publicou foi em 2007. Está a trabalhar num novo livro ou agora está dedicado apenas à parte clínica?

AG: Acabei de publicar um estudo sobre COVID-19 no Medical Science Monitor. O que eu fiz foi adaptar o processo de inibição de inflamação num joelho aos pulmões. Escrevi um artigo e fizemos a experiência em pacientes saudáveis e em pacientes não-vacinados que recuperaram da COVID-19. Esta é a investigação clínica atual que estou a fazer. Na Europa, alguns hospitais estão a utilizar esta técnica em doentes com COVID-19.

MS: Quais são os hospitais europeus que estão interessados neste tipo de tratamento?

AG: Na Lituânia.

Joana Leal/MS

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