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No Brasil há pacientes covid amarrados às camas por falta de sedativos

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Crédito: DR

Um hospital público do estado brasileiro do Amazonas prendeu os doentes com Covid-19 às camas, por falta de sedativos para a intubação dos pacientes.

Os doentes do Hospital Municipal Jofre Cohen, em Parintins, a mais de 300 quilómetros de Manaus, a capital do estado, foram presos às camas dos hospitais com gaze nos pulsos porque acabaram os sedativos para intubação naquele hospital. Apesar de ser uma situação insólita, a Presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Suzana Lobo, disse ao site G1 que este procedimento não está errado e explicou os perigos quando acaba o efeito do sedativo para o paciente.

“A primeira coisa que pode acontecer é uma auto-extubação. Ele tira o tubo e isso pode levar, inclusive, a uma paragem cardíaca. É desumano a gente pensar que uma pessoa vai ser mantida em uma ventilação mecânica, em uma ventilação artificial, sem estar sob analgesia e uma boa sedação. Ela vai sentir desconforto, ela vai sentir ansiedade, ela vai sentir medo. E tudo isso vai levar a consequências muito graves mesmo que não na hora, no futuro. Pode levar a várias consequências traumáticas”, esclareceu a presidente da Associação Brasileira de Medicina Intensiva.

A intubação é um procedimento utilizado em casos com complicações respiratórias e por isso é um dos recursos usados na recuperação de doentes com covid-19.

Antes da pandemia, os hospitais do estado do Amazonas consumiam 800 ampolas por mês de um dos medicamentos usados para sedação de pacientes. Com o novo pico da pandemia, o número subiu para 28 mil ampolas em dezembro e 50 mil em janeiro. Atualmente, o estado do interior do Brasil consome mais da metade do produto comercializado no país.

A Secretaria de Saúde do Amazonas declarou que não recebeu nenhuma queixa relativa a esta situação e que o medicamento foi enviado assim que o Município pediu. Já o Ministério Público brasileiro afirmou que vai investigar a veracidade dos factos e só depois decide se avança, ou não, com uma ação judicial.

Jn/MS

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