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À volta do mundo num dia

Editorial

Enquanto o mundo gira sob o seu próprio eixo, devido ao aumento da vacinação as pessoas estão a habituar-se a regressar a algum sentido de normalidade. No entanto, as notícias estão repletas de declarações de pessoas que recusam receber uma vacina que pode potencialmente salvar vidas, enquanto isso, as doses em excesso ainda estão nos congeladores à espera de beneficiários. Não há muito tempo, o normal era o contrário, tendo em conta que a procura por vacinas era a prioridade dos canadianos.

À volta do mundo num dia-canada-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

Regressar à normalidade significa voltar ao trabalho, abraçar ente queridos e criar um ambiente onde as complicadas restrições da Covid se transformam em questões vulgares descomplicadas. A reconstrução económica será primordial na reorganização das nossas vidas e o Canadá parece estar preparado para liderar nesse aspeto, apesar da apreensão causada pelo ceticismo político e pela fraca liderança a todos os níveis. A vontade das pessoas está a levar o controlo de volta à autonomia fiscal, colhendo os restos permitidos pelas regras do governo. A área do Canadá considerada o motor revitalizador da economia é a Grande Área de Toronto (GTA), que é a área metropolitana mais populosa do Canadá. A região contém 25 comunidades urbanas, suburbana e rurais, onde se inclui a cidade de Toronto, e as regiões municipais de Durham, Halton, Peel e York. Em conjunto, estas áreas formam um monstro económico inigualável em qualquer outra parte do país.

Viver na GTA implica abraçar os costumes e tradições de um planeta inteiro. Sendo uma área que alicia imigrantes de todas as partes do mundo, devido à sua atratividade económica, esta riqueza da humanidade em comunidade traz os seus desafios. O crescimento incontrolável e a exclusividade comunitária não levaram a que a população se juntasse para trabalhar para o bem e para o benefício de todos. Em qualquer comunidade grande, como a GTA, a profusão do socialismo alterou o comportamento das pessoas e a sua representação política. Os grupos focados na sua própria agenda já não apoiam o desenvolvimento económico, ao invés encorajam a visão fascista onde o trabalho mínimo e o apoio governamental deveriam ser o fator predominante na maneira como as pessoas vivem. A preponderância do ativismo de esquerda chocou Toronto, causando confusão no que diz respeito ao futuro da grande cidade do Canadá. A quem pertence uma cidade ou uma região? Pertence aos cidadãos que investem as suas vidas na sua construção e bem-estar ou aos políticos eleitos que pensam que sabem mais e criam uma ascendência de poder do qual não têm direito? A GTA tem de ser protegida em vários aspetos, de forma a continuar a ser o farol de uma existência canadiana digna de proteção e uma governação com tenacidade onde os direitos e a proteção de todos são primordiais. A proteção dos nossos cidadãos desfavorecidos deve predominar em tudo aquilo que fazemos, contudo, devem existir garantias de que a pobreza não se torna num negócio explorado por alguns.

Esta semana, o Milénio quer pintar uma representação do que é bom, mau e do que é feio na GTA. As tentativas continuas para apagar a história ao alterar nomes de ruas e destruir monumentos não irá alterar o que este país é. Talvez exista algum estigma negativo associado ao nome “Canadá”. Deveríamos renomeá-lo? Há muito para colocar nesta tela que muda constantemente. É necessária uma comunidade para a construir e uma comunidade para a destruir. Para si, que fotografia representa a GTA? Escolha uma, avalie e contemple o que vê.

Fique bem à volta do mundo na GTA.

Manuel da Costa/MS


Editorial in english

Around the World in One Day

As the world turns on its axis, people are becoming accustomed to returning to some sense of normalcy due to increase in vaccinations.  The news are filled with pronouncements about stragglers who are refusing to receive the potentially life saving vaccine while excess doses are still in freezers awaiting recipients.  Not long ago the reverse was the normal as the search for vaccines was the priority for Canadians.

À volta do mundo num dia-canada-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

Returning to normality means getting people back to work, embracing loved ones and creating an environment where the ability to transform the complicated restrictions of Covid into uncomplicated ordinariness.  Economic reconstruction will be paramount in the reorganization of our lives and Canada appears to be poised to lead in those aspects, despite the apprehension being caused by political skepticism and poor leadership at all levels.  The will of the people is leading the charge back to fiscal autonomy by picking at the scraps allowed by the rules of government.  The area of Canada which is the motor of economic revitalization is the Greater Toronto Area (GTA), which is the most populous metropolitan area in Canada.  The region contains 25 urban, suburban and rural communities including the City of Toronto, and the regional municipalities of Durham, Halton, Peel and York.  Combined, these areas form an economic monster unequaled in any other part of the country.

Living in the GTA means embracing the customs and traditions of an entire planet.  As an area that attracts immigrants from all over the world because of its economic attractiveness, this richness of communal humankind brings with it its challenges.  Uncontrollable growth and communal exclusivity have not brought together the populace to work for the good and advantage of all.  In any large community such as the GTA the profusion of socialism has changed the behaviour of people and their political representation.  Self-interest groups no longer support economic development but encourage the fascist view where minimal work and government support should be the predominant factor on how people live.  The preponderance of leftist activism has shocked Toronto causing confusion for the future of Canada’s great city.  To whom does a city or a region belong to?  Does it belong to its citizens who invest their lives on its construction and well being or to elected politicians who think they know best and create an ascendency of power they do not have the right to?  The GTA has to be protected in many aspects if it is to continue to be the beacon for a Canadian existence worth protecting and governance with tenacity where the rights and protection of all should be paramount.  Protection of our disadvantaged citizens should predominate all we do, however, there should be assurances that being poor is not a business to be exploited by some. Milenio this week wants to paint a depiction of the good, bad and ugly of the GTA. The continuous attempts to delete history by changing names of streets and destruction of monuments will not change who this country is. Perhaps there is some negative stigma attached to the name “Canada”. Should we rename it?  There is plenty to put on the canvas which is everchanging.  It takes a community to build and a community to destroy.  Which photograph depicts the GTA for you?  Take one, assess and contemplate what you see.

Be well around the world in the GTA.

Manuel DaCosta/MS

 

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