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China acusa EUA de “atirarem gasolina para o fogo”

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TOPSHOT – Russian President Vladimir Putin (L) and Chinese President Xi Jinping pose for a photograph during their meeting in Beijing, on February 4, 2022. (Photo by Alexei Druzhinin / Sputnik / AFP)

 

A China acusou os Estados Unidos de “atirar gasolina para o fogo” na crise da Ucrânia, por vender armas a Kiev e “aumentar as tensões”, um dia depois de ter pedido contenção a todos os envolvidos.

“Os Estados Unidos estão a vender armas à Ucrânia, a aumentar as tensões, a criar pânico e até a exagerar o cronograma para uma guerra”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hua Chunying.

“A questão-chave é, qual o papel dos Estados Unidos nas atuais tensões na Ucrânia”, questionou, adiantando: “Alguém que atira gasolina para cima do fogo, enquanto acusa os outros, é alguém imoral e irresponsável”.

Na segunda-feira, depois de Moscovo ter reconhecido as duas autoproclamadas repúblicas separatistas pró-russas no leste da Ucrânia, levando Washington, a União Europeia (UE) e vários outros países a impor sanções contra a Rússia, Hua pediu aos atores na crise ucraniana que “mostrem moderação”.

O receio de uma escalada militar às portas da UE atingiu o pico, desde que Vladimir Putin reconheceu a independência dos territórios de Donetsk e Lugansk.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou uma “primeira parcela” de sanções destinadas a impedir Moscovo de aceder a fundos ocidentais para pagar a sua dívida soberana.

Questionada sobre a possibilidade de a China impor sanções à Rússia, Hua disse que “essa nunca foi uma maneira eficaz de resolver problemas”.

A decisão de Putin foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Nesse ano, começou a guerra no Donbass entre separatistas pró-russos apoiados por Moscovo e o exército ucraniano, que provocou, desde então, mais de 14 mil mortos e 1,5 milhões de deslocados, segundo a ONU.

JN/MS

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