EURO2020

Bebam água! Agora, venha a Alemanha!

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Beber água não será com toda a certeza o único segredo para o sucesso de Cristiano Ronaldo, mas o momento caricato que o internacional português protagonizou na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente à Hungria veio não só confirmar o desagrado – já anteriormente conhecido – de CR7 por refrigerantes, como “agitar” as águas – ou, melhor dizendo, as “colas”! Ou não terá sido bem assim? Bastou um simples afastar de duas garrafas de Coca-Cola e substituição por uma garrafa de água para estalar o verniz: diversos meios de comunicação de todo o mundo começaram a afirmar que a empresa americana havia perdido quase quatro mil milhões de euros em bolsa devido a este acontecimento. No entanto, não foi isso que aconteceu: a Coca-Cola teve realmente um mau dia na bolsa, mas a maior queda aconteceu antes desta atitude de Cristiano, e ao que parece teve que ver com um anúncio relacionado com a distribuição de dividendos.

Contas e (des)valorizações à parte, o melhor mesmo é seguirem os conselhos de quem sabe… Bebam “aguinha”!
Ronaldo foi não só o protagonista deste episódio que fez – e continua a fazer – correr muita tinta, como também foi um verdadeiro “monstro” na partida de estreia da seleção das quinas neste Euro2020. Mostrou, a quem ainda duvidava, que a idade é só um número, bisando, não cedendo à pressão e sobretudo dizendo “presente” nos momentos decisivos. Ah, e claro… quebrando recordes!

Tornou-se não só no jogador com mais participações (cinco) e jogos (22) em fases finais de Europeus como também ultrapassou Michel Platini, ocupando agora o trono do melhor marcador (11 golos).
Bem, vamos então aos destaques do jogo!

A seleção húngara com certeza não encontrou lugar de estacionamento no exterior do Puskas Arena e não esteve com meias medidas: trouxe o autocarro para dentro de campo e estacionou-o na sua área, tendo níveis ofensivos, na primeira metade, próximos de zero.

Foi Diogo Jota quem, logo aos cinco minutos, criou a primeira ocasião na partida, mas Gulacsi travou a investida. O extremo do Liverpool voltou a fazer das suas já perto do intervalo, após passe de Nélson Semedo. O guardião magiar estava onde deveria estar e, sobretudo, atento.

Prova disso foi a sua nova intervenção, já na segunda parte, a um cabeceamento de Pepe, na resposta a um canto batido por Bruno Fernandes.

Mas não se ficou por aqui: aos 68’ voltou a negar o golo, desta vez ao número 11 da seleção das quinas, que disparou um míssil do meio da rua.

Fernando Santos decidiu mexer na equipa aos 71’, trocando Bernardo Silva por Rafa – o que se veio a mostrar uma boa aposta, já que o extremo esteve ligado aos três golos que se viriam a marcar.

Antes disso, a Hungria ainda fez balançar as redes de Rui Patrício, mas o lance foi invalidado por fora de jogo.
Ainda que Portugal tenha dominado durante os 90 minutos, o jogo foi bem sofrido – não estivéssemos nós a falar de um jogo da seleção… -, e os tão ansiados golos só começaram a “chover” a partir dos 84 minutos, já com André Silva e Renato Sanches em campo, nos lugares de Diogo Jota e William de Carvalho, respetivamente.
Gritou-se pela primeira vez golo na Puskas Arena depois de Rafa cruzar pela direita e Raphael Guerreiro, com uma pitada de sorte, encontrar o caminho para o fundo das redes húngaras.

Três minutos depois Rafa volta a ser decisivo, ganhando o penálti que viria a ser convertido por Cristiano Ronaldo. Jogava-se o segundo dos cinco minutos de compensação quando assistimos a uma verdadeira obra de arte digna de ser vista e revista: tanto que se tornou viral nas redes sociais. Antes de violar as redes húngaras, novamente por Cristiano Ronaldo, a seleção portuguesa contabilizou um total de 33 passes certeiros. É caso para dizer… “são muitos anos a virar frangos!”.

Com este golo, o capitão da seleção das quinas está agora ainda mais perto de quebrar um outro recorde: o de golos por seleções a nível mundial, que neste momento pertence ao iraniano Ali Daei. CR7 está apenas a três golos de distância.

A próxima “final” de Portugal acontece já este sábado (20), frente à Alemanha, seguindo-se a França, na quarta-feira (23).

Estas duas seleções enfrentaram-se na primeira jornada do grupo F, sendo que os gauleses bateram os alemães por 1-0 (autogolo de Hummels, aos 20’).

Inês Barbosa/MS

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