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Pandemia à flor da pele

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Créditos: DR

Mais de um ano e meio depois do surgimento da pandemia provocada pela Covid-19,  já conhecemos bem alguns dos sintomas associados a uma infeção por este vírus. Podem ir de, literalmente, nenhum até – em casos extremos – complicações graves como pneumonia grave, falência múltipla de órgãos e morte. A maioria das pessoas relata, no entanto, episódios de febre, tosse, dificuldade em respirar, perda de olfato e paladar.

Mas há muito mais por trás de todo este cenário devastador que nos tem acompanhado desde o final de 2019 – para além das incontáveis mortes, dos efeitos negativos provocados na economia mundial e das alterações das nossas rotinas diárias existem também uma enorme carga de stress e medo, maus hábitos alimentares e sedentarismo associados a esta pandemia que muitos acabam por sentir – literalmente – na pele.

Se pensarem bem, provavelmente lembrar-se-ão de algum episódio na vossa vida em que estiveram sujeitos a uma maior pressão emocional ou em que se sentiam mais ansiosos e que isso se acabou por refletir no vosso corpo em forma de espinhas, queda de cabelo ou até na perda ou aumento do apetite. E é normal que assim seja – o nosso corpo acaba por manifestar exteriormente aquilo que se passa no seu interior! Infelizmente, muitas das situações que mexem com o nosso estado emocional estão fora do nosso controlo… e neste caso torna-se importante agirmos sobre as “mazelas”.

Vamos então perceber as principais formas em que a pandemia se manifesta no maior órgão do nosso corpo e conferir alguns conselhos para lidarmos com elas!

Acne

A temida acne! Basta andarmos mais preocupados com um compromisso, por exemplo, que aquela borbulhinha aparece bem no meio da nossa testa, verdade? Isto acontece porque em períodos mais stressantes o nosso corpo liberta elevados níveis de cortisol, que por sua vez estimula as glândulas oleosas. Elas ficam mais dilatadas e fazem com que os poros fiquem mais abertos, aumentando a oleosidade – o resultado de tudo isto já todos nós sabemos qual é!

É importante resistir ao impulso de espremer as borbulhas (para além da sujidade presente nas mãos, que pode infetar a área, espremer as espinhas e cravos pode causar lesões de difícil cicatrização), lavar o rosto duas vezes por dia, aplicar protetor solar e fazer hidratação e esfoliação esporadicamente.

O lado negro da máscara

É um “acessório” indispensável e de eficiência comprovada em tempos de pandemia, mas o seu uso não está associado apenas a benefícios – ainda que esses, obviamente, prevaleçam sobre os malefícios. Muitas pessoas relatam problemas de pele relacionados à humidade excessiva provocada pelo uso de máscara em torno do nariz e da boca, boca seca e descamação da pele, algo que é associado ao atrito provocado pelo contato direto do tecido com a pele.

Neste caso, uma boa rotina de cuidados diários com a nossa pele (limpeza, hidratação e proteção solar) é fundamental!

Dermatite e queda de cabelo

Para além da acne,  existem outras doenças de pele que se podem manifestar ou intensificar em períodos de maior stress: a dermatite atópica, psoríase e a rosácea são apenas alguns exemplos. Apesar de não ter cura, a dermatite, por exemplo, possui tratamento e, por isso mesmo, a manutenção dos cuidados torna-se primordial.

A queda de cabelo é outra das consequências, e está ainda associada à falta ou excesso de vitaminas, alterações hormonais, toma de determinados medicamentos e a outras doenças, tais como hipotiroidismo e anemia.

Melasma

Desde o início da pandemia registou-se um aumento da procura por tratamentos para esta condição, que altera, sobretudo, a pigmentação do rosto. Apesar de estar associada a uma predisposição genética, alteração hormonal ou exposição solar exagerada, pode também surgir simplesmente por estarmos expostos a luzes azuis e raios infravermelhos, UVA e UVB – não se esqueçam que as luzes dos computadores, tablets, telemóveis e televisões também queimam!

Inês Barbosa/MS

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