Saúde & Bem-estar

Fuja dos ultraprocessados

 

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Os alimentos ultraprocessados são muito conhecidos por serem atraentes, práticos e de baixo custo. Infelizmente, esses alimentos são desequilibrados nutricionalmente e, geralmente, são ricos em gorduras, açúcares ou sódio e pobres em fibras. O excesso desses componentes numa dieta faz com que os alimentos ultraprocessados estejam associados a diferentes problemas de saúde, incluindo alguns tipos de cancro, diabetes, hipertensão, obesidade, depressão e demências.

O estudo intitulado Ultra-processed food consumption, cancer risk and cancer mortality: a large-scale prospective analysis within the UK Biobank, publicado em 31 de janeiro de 2023, examinou as associações existentes entre o consumo de ultraprocessados e o risco de cancro e mortalidade associada para 34 tipos de cancro específicos. Após a análise dos resultados, os autores sugeriram que o maior consumo de alimentos ultraprocessados pode, sim, estar ligado a um aumento da carga e da mortalidade para cancros gerais e específicos de determinados locais. As associações foram ainda mais consistentes quando se fala de cancro de ovário.

A demência é outro problema que pode estar associado ao consumo de alimentos ultraprocessados, de acordo com alguns estudos. O trabalho intitulado Association of Ultraprocessed Food Consumption With Risk of Dementia, publicado em 2022, investigou a associação entre alimentos ultraprocessados e a incidência de demência no UK Biobank. No final do estudo, os autores constataram que 518 participantes desenvolveram demência, dos quais 287 desenvolveram doença de Alzheimer e 119 desenvolveram demência vascular.
Os pesquisadores conseguiram, através desse trabalho, associar o consumo de alimentos ultraprocessados com um maior risco de desenvolver demência. Eles observaram ainda que a substituição de alimentos ultraprocessados por alimentos in natura ou minimamente processados associa-se a um menor risco de desenvolver essas deficiências cognitivas.

O grande problema é que estes alimentos são, na sua maioria, produzidos de forma industrial com substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas em laboratórios com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão, corantes e aromatizantes e vários outros tipos de aditivos que tornam o produto atraente para os sentidos. Ao ar apetecível, associam ainda o baixo custo e a facilidade de preparação para se tornarem em produtos bem populares na dieta de muitos.

Depois o que acontece no imediato (ou pode acontecer…) é ver a balança a apontar para um aumento de peso que até pode parecer injustificado – “mas eu até nem como muito…”. O problema neste caso não será a quantidade, mas antes a qualidade do que ingerimos. Não sejamos fundamentalistas, não é necessário eliminar completamente este tipo de alimentação da sua vida, mas é recomendável que estes sejam alimentos que façam parte do grupo de exceções à regra de uma dieta equilibrada e saudável. Investir numa alimentação saudável, reduzindo o consumo desses alimentos, é fundamental para a promoção da saúde.

Eis alguns alimentos considerados ultraprocessados:

  • bolachas recheadas;
  • gomas;
  • gelados;
  • chocolates;
  • cereais matinais;
  • mistura para bolos;
  • sopas em pó;
  • barras de cereal;
  • temperos instantâneos;
  • molhos prontos;
  • iogurtes e bebidas lácteas adoçadas e aromatizadas;
  • bebidas energéticas;
  • refeições congeladas como: lasanha; pizza e hambúrgueres;
  • nuggets;
  • salsichas;
  • salgadinhos;
  • refrigerantes;
  • pós para refrescos;
  • macarrão instantâneo.

Além desses produtos, há ainda que destacar que determinados pães e produtos panificados são considerados também alimentos ultraprocessados quando, além da farinha de trigo, leveduras, água e sal, os seus ingredientes incluem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar, amido, soro de leite, e outros aditivos.
MB/MS

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