Desporto

Sofrimento com final feliz

É caso para dizer: são grandes mas não são dois! É certo que os ditos três “grandes” do futebol português voltaram a cumprir o principal objetivo de todas as jornadas – o de vencer – mas dois deles, para lá chegarem, bem tiveram que dar corda às chuteiras. Tiveram todos um final feliz, mas o “filme” do Braga – Sporting e do Famalicão – Porto teve contornos de bastante suspense e que deixaram muitos adeptos à espera de um possível volte-face. Mas, como bem sabemos, não é como começa… mas sim como termina!

Duas semanas depois de os Guerreiros do Minho terem deixado fugir a Supertaça para os leões, voltaram a escorregar e não conseguiram ultrapassar a estratégia montada por Ruben Amorim – ainda assim, lutaram até ao último minuto, note-se. O resultado que vimos no marcador no final da partida foi exatamente o mesmo da Supertaça (2-1), mas o que vimos em campo foi bem diferente. O jogo foi menos intenso e o

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Crédito: DR.

não teve uma exibição semelhante à que já nos habitou – no entanto, os golos chegaram para garantir os três pontos. O primeiro chegou aos 40’, numa altura em que nenhuma das equipas se atrevia a arriscar demais – Ricardo Esgaio cruzou e Jovane Cabral surgiu onde era preciso, cabeceando para o 1-0. O Braga ficou depois muito perto do empate, mas Adán travou, com uma grande defesa, o remate de “letra” de Fábio Martins. Seria, na realidade, o Sporting a marcar novamente, aos 50’, com Jovane a assistir Pedro Gonçalves – o goleador leonino disparou cruzado, sem hipóteses para Matheus.

Quando tudo parecia estar mais do que resolvido para o lado dos leões, eis que Matheus Reis vê o segundo amarelo e recebe ordem de expulsão: tal funcionou como um balão de oxigénio para os minhotos, que ainda conseguiram reduzir, por Abel Ruiz, no primeiro minuto do tempo de compensação. Era preciso mais, no entanto, para chegarem ao empate – e não houve tempo nem “pernas” para isso.

O primeiro empate da presente edição do campeonato aconteceu esta jornada, na partida que opôs o Estoril ao Vitória Sport Clube. Os canarinhos não aproveitaram uma grande penalidade assinalada a seu favor aos 48’, antes de Alfa Semedo ter sido expulso, aos 56’. Os vimaranenses conquistaram assim o seu primeiro ponto na Liga.

O recém-regressado ao principal escalão Vizela superiorizou-se ao Tondela por 2-1, alcançando a sua primeira vitória literalmente no último minuto. A jogar em casa emprestada, os vizelenses viram-se em desvantagem aos 38’, depois de João Pedro converter uma grande penalidade cometida por Bruno Wilson sobre Daniel dos Anjos. 

O empate chegou já na segunda metade da partida, com Kiko Bondoso a faturar aos 52’. O golo da vitória chegou então no último dos  oito minutos de compensação, por Schettine.

No Estádio da Luz, o Benfica somou nova vitória, desta vez frente ao Arouca. Waldschmidt e Yaremchuk foram os autores dos golos, mas a vitória poderia ter sido bem mais expressiva. Gritou-se golo duas vezes, mas poderia ter-se gritado mais oito vezes – faltou a eficácia e a pontaria!

Victor Braga, guardião dos arouquenses, viu o vermelho direto logo aos 9’ depois de sair da área e tocar a bola com a mão. Aos 38’, numa jogada de contra-ataque, as águias aceleraram até à área adversária com a mira na baliza agora defendida por Fernando Augusto. Yaremchuk fez o passe e Waldschmidt fez o segundo neste campeonato.

O ucraniano também viria a fazer o gosto ao pé ainda antes do intervalo, após cruzamento de Pizzi. Yaremchuk, que se estreou enquanto titular, chegou, viu, assistiu, marcou e deixou os adeptos com vontade de ver mais. O golo solitário de Samuel Lino, aos 60’, deu a vitória ao Gil Vicente em casa do Portimonense. Os gilistas ocupam o segundo lugar da prova, enquanto que os algarvios estão em nono.

Vamos então ao outro jogo que mexeu com o sistema nervoso de muitos adeptos: o Famalicão – FC Porto. O ex-famalicense Toni Martínez lidera a lista de melhores marcadores juntamente com Pedro Gonçalves, com três golos marcados em duas jornadas. Dois deles foram marcados neste encontro: o primeiro aos 13’, depois de Taremi recuperar a bola no meio campo e a colocar, com um passe de outro mundo, no espanhol. Já o segundo chegou aos 43’, após passe de Otávio.

A turma de Ivo Vieira reduziu na segunda parte, mais precisamente aos 56’, por Riccieli. Mas o pior estava por vir: no quarto minuto de compensação os minhotos ainda colocaram a bola na baliza de Diogo Costa. Os dragões temeram o pior, mas o lance acabou invalidado pelo VAR por fora de jogo.

Nos Açores também não faltou emoção: depois de Carlos Jr. ter colocado o Santa Clara em vantagem aos 58’ e de Rodrigo Conceição ter visto a cartolina vermelha três minutos após entrar em campo, tudo indicava que a equipa de Daniel Ramos somaria os primeiros três pontos no campeonato. Mas o destino tinha outros planos: Yan Matheus fez, de grande penalidade, o empate aos 90’, e durante os sete minutos de compensação surgiram outros dois golos: o primeiro para os açorianos, numa grande penalidade convertida por Carlos Jr, e o segundo para os cónegos (André Luís, 90+10’). Final da partida e pontos (os primeiros para ambas as equipas) divididos.

A grande surpresa desta jornada foi mesmo a goleada do Boavista sobre o Paços de Ferreira: Yusupha abriu o ativo aos 19’,  minutos, Javi Garcia fez o 2-0 aos 61’ e Jeriel de Santis fechou a contagem aos 76’.

Finalmente, o Marítimo foi a casa do Belenenses SAD vencer por 2-1, com o resultado a ser construído na primeira parte da partida: o Marítimo chegou ao 2-0 com os golos de André Vidigal (12’) e de Alipour (15’) e os Azuis reduziram através de Alioune Ndour, aos 45’. 

Inês Barbosa/MS

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