Desporto

Faltam dois

Análise

Com a vitória do Sporting e o empate entre Benfica e F.C. Porto, os leões estão a dois passos – que é como quem diz pontos – de poderem gritar que, finalmente, são campeões. E isso pode acontecer já na próxima jornada – basta que, para isso, saiam vencedores da receção ao Boavista ou que os dragões não vençam o Farense. Mas vamos aos jogos desta 31ª jornada!

Começamos então pela vitória da equipa de Rúben Amorim, em Vila do Conde, frente a um Rio Ave que meteu pouco (ou nenhum) medo. O Sporting foi superior em toda a partida e conseguiu mesmo estabelecer um novo recorde – são agora 31 as partidas consecutivas sem perder! Para além disso, garantiu ainda a entrada direta na fase de grupos da Liga dos Campeões da próxima época. Parece que este é mesmo um ano de sonho para os sportinguistas!

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No jogo que marcou a estreia de João Pereira a titular, o Sporting “entrou com tudo” e o Rio Ave cedo percebeu que não tinha armas para combater este “inimigo” tão determinado em conseguir os três pontos. As ameaças à baliza de Kieszek não se fizeram esperar – ainda antes do quarto de hora os leões já tinham enviado duas bolas ao ferro. O guardião vila-condense travou um remate de Pedro Gonçalves aos 29’, mas foi incapaz de repetir a proeza quando, aos 34’, o médio cobrou uma grande penalidade marcada após desvio com o braço de Ivo Pinto na área vila-condense. Estava inaugurado o marcador e, em desvantagem, o Rio Ave decidiu arriscar e conseguiu chegar ao primeiro remate num “tiro” de Júnior Brandão, defendido por Adán.

Já na segunda parte a partida acabou por registar um relativo equilíbrio com o Rio Ave a conseguir chegar mais à área leonina. No entanto, aos 63’, Paulinho voltaria a desequilibrar, estabelecendo o 2-0 – Ivo Pinto errou no corte, permitindo que o avançado, de primeira, dilatasse a vantagem leonina e estabelecesse o resultado final.

O Gil Vicente foi até à Madeira vencer o Marítimo pela margem mínima: Samuel Lino, com um golo anotado aos 32’, deu os três pontos à equipa de Ricardo Soares, o que coloca os gilistas numa posição confortável na tabela classificativa.

Sporting de Braga e Paços de Ferreira empataram a um golo na Pedreira. Os pacenses foram os primeiros a marcar, ainda durante o primeiro período, graças a um cabeceamento certeiro de João Pedro, mas Galeno, da marca dos onze metros, restabeleceu a igualdade aos 78’. Este resultado permitiu que os Guerreiros do Minho e os castores consolidassem as suas posições – quarto e quinto lugar, respetivamente.

O Nacional continua no fundo da tabela classificativa – nesta jornada empatou 2-2 na deslocação a Moreira de Cónegos, mas foi incapaz de segurar duas (!) vantagens que conseguiu alcançar ao longo da partida. Depois de terem visto um golo anulado por fora de jogo aos 31’, os insulares colocaram-se na frente do marcador aos 43’, graças a um autogolo de Filipe Soares. Os cónegos empataram aos 62’, por Ferrareso, e aos 73’ o recém-lançado Bryan Rochez colocou novamente o Nacional em vantagem – vantagem essa que durou pouco tempo já que André Luís, aos 81’, voltou a repor a igualdade.

Um golo de Cassierra, aos 45+3’, valeu a vitória do Belenenses frente ao Portimonense. A equipa de Petit fica assim muito perto de assegurar a manutenção, enquanto o Portimonense está no 12.º lugar, com 34 pontos.

A jogar com mais um desde os 51’, o Farense deixou escapar a vitória frente ao Vitória SC: Rochinha marcou pelos vitorianos logo aos 2’, Pedro Henrique restabeleceu a igualdade aos 12’ e foi o autor da reviravolta aos 27’. Seria Quaresma, aos 92’, a estabelecer o 2-2 final.

Finalmente Benfica e F.C. Porto empataram a uma bola no clássico na Luz, resultado que não é nenhum “bombom” para nenhuma destas equipas… mas que não deixou de agradar ao líder Sporting. Águias e dragões precisavam dos três pontos como de água para viver – para os encarnados eram sinónimo de uma aproximação ao segundo posto e para os azuis e brancos eram imperativos para continuarem a fazer “marcação cerrada” aos leões.

Os primeiros 45 minutos foram bem disputados, com o F.C.Porto a assumir o controlo mas, por outro lado, com o Benfica a mostrar-se extremamente eficaz. Luis Díaz foi o primeiro a ameaçar, aos 5’, disparando um míssil que passou muito perto da baliza de Helton Leite. Depois, aos 21’, Marega entregou o golo de bandeja a Taremi que, por seu turno, desperdiçou a oportunidade.

Quem viria a chegar ao golo seria mesmo o Benfica, dois minutos depois: a jogada começou em Everton, que tabelou com Pizzi e bateu Marchesín, colocando as águias em vantagem. Os azuis e brancos, como já é hábito, não se deram por vencidos e foram à procura do empate. Estiveram perto aos 34’, mas Uribe rematou por cima.

Ainda antes do final da primeira parte Artur Soares Dias assinalou penálti a favor do Benfica, mas depois de recorrer ao VAR anulou a decisão, assinalando fora de jogo de Rafa. Esta história repetiu-se aos 56’, com o árbitro da partida a apontar novamente para a marca dos onze metros, mas mais uma vez reverteu a decisão.

A equipa de Sérgio Conceição acabaria por chegar à igualdade aos 75’, depois de João Mário cruzar rasteiro e Uribe finalizar.  As grandes emoções estavam reservadas para a reta final da partida: Taarabt atirou ao ferro, em cima do minuto 94 Pizzi introduziu mesmo a bola no fundo da baliza portista, mas o tento foi anulado por fora de jogo e Luis Díaz teve uma grande oportunidade mas rematou por cima.

O Famalicão – Santa Clara e o Boavista – Tondela jogam-se hoje, sexta-feira (7).

Inês Barbosa/MS

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