Mundo

Empresa israelita nega acusações de espionagem a jornalistas e ativistas

Empresa israelita nega acusações de espionagem a jornalistas e ativistas - milenio stadium - mundo
(FILES) In this file photo taken on August 28, 2016, a woman uses her iPhone in front of the building housing the Israeli NSO group “Pegasus”, in Herzliya, near Tel Aviv. – An Israeli firm accused of supplying spyware to governments has been linked to a list of 50,000 smartphone numbers, including those of activists, journalists, business executives and politicians around the world, according to reports Sunday. (Photo by JACK GUEZ / AFP)

O grupo israelita NSO considerou esta segunda-feira “fraca” a investigação que envolve o seu ‘software’ em casos de espionagem a ativistas, jornalistas, políticos e outras personalidades importantes, publicada no domingo por um consórcio internacional de órgãos de comunicação social.

A investigação, publicada por 17 títulos da imprensa, incluindo o jornal francês “Le Monde”, o britânico “The Guardian” e o norte-americano “The Washington Post”, baseia-se numa lista obtida pelas organizações Forbidden Stories e Amnistia Internacional, que inclui 50 mil números de telefone selecionados pelos clientes da NSO desde 2016 para potencial vigilância.

Questionado pela agência espanhola de notícias Efe sobre que governos compraram o ‘software’, um porta-voz da empresa remeteu para o comunicado oficial, divulgado no domingo, em que o grupo NSO nega as informações.

Segundo a investigação, pelo menos 37 contactos, de uma lista de 50 mil telemóveis, foram infiltrados pelo programa de ‘software’, envolvendo jornalistas, ativistas dos direitos humanos e políticos de países como o México, Índia, Hungria e Marrocos.

Outros mil contactos foram também identificados, entre eles, 65 altos funcionários de empresas, 85 ativistas dos direitos humanos, 189 jornalistas e mais de 600 políticos, incluindo chefes de Estado e de Governo.

“Os diretores decidiram avançar com a divulgação das notícias, mesmos depois de se ter tornado claro que as fontes não identificadas os enganaram, provavelmente de forma intencional”, escreveu no comunicado de domingo o grupo NSO.

O “The Washington Post” e outros meios de comunicação não conseguiram descobrir exatamente qual era o objetivo da lista de 50 mil nomes, ou mesmo a sua origem, nem quantos foram visados.

A empresa israelita já foi denunciada em ocasiões anteriores por vender ‘spyware’ a países com défice democrático e alguns deputados israelitas tentaram, em 2016, proibir legalmente as licenças de exportação ao grupo NSO.

Em 2019, o Pegasus foi acusado de facilitar a espionagem de 1400 pessoas, incluindo vários políticos catalães, aproveitando a vulnerabilidade do WhatsApp para se infiltrar nos telemóveis.

“Renovamos as nossas declarações anteriores de que os nossos produtos, vendidos a governos estrangeiros controlados, não podem ser usados para vigilância cibernética”, indicou hoje a empresa.

Os governos ou agências de segurança que usaram o Pegasus para se infiltrar nos telefones de jornalistas, ativistas e outros políticos, terão violado a licença de utilização criada pelo grupo NSO.

Nesse sentido, a empresa israelita garantiu que irá continuar a “investigar todas as denúncias credíveis de utilização indevida e tomará as medidas adequadas com base nos resultados dessas investigações”, incluindo “desligar o sistema de um cliente”.

O Pegasus foi projetado para perseguir criminosos e terroristas e está restrito a um número limitado de governos e agências governamentais.

“O grupo NSO tem a missão de salvar vidas e a empresa executará fielmente essa missão sem vacilar, apesar de todas as tentativas para a desacreditar por motivos falsos”, referiu.

JN

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER