Editorial

O Bom, o Mau e o Feio de 2021

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O Bom o Mau e o Feio-editorial-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

Cada Ano Novo traz consigo a esperança de que os problemas de 2021 fiquem no passado. Se a história nos ensina alguma coisa é que os obstáculos não são exclusivos do ano que passou e a continuidade desses problemas segue para a próxima fase das nossas vidas devido à incapacidade de os resolver ou porque os processos sociais problemáticos não permitem uma resolução. 

Olhar para trás pode ser um exercício doloroso ou uma limpeza para a preparação do que se aproxima. Avaliar as nossas realizações pessoais, ou a falta delas, providencia dilemas e oportunidades de como poderemos fazer melhor para tirar proveito das oportunidades que nos são proporcionadas. Talvez, depois de se passar o Natal e explorarmos os nossos pensamentos internos, poderemos chegar a conclusões sobre a condição do nosso desenvolvimento. Tal como tudo na vida, muitos estão apenas nisto pela jornada, sem planos para a expansão do seu sustento ou da sua realidade, escolhendo estar presente num estado de animação. O crescimento da esquerda radical e das suas medidas políticas tem sobrecarregado a sociedade com ingratos que esperam que o direito social os sustente. 

2021 tornou-se no ano em que a wokeness (consciência de problema sociais) criou patifes e canalhas que estão a ser abraçados pelo sistema político e estão a ser descritos como os necessitados que não querem arranjar emprego. Está cada vez a tornar-se mais complexo tolerar a ambiguidade e manter a humildade. Os mentores do caos continuam a trabalhar arduamente, mais do que os fornecedores de democracia, e por isso, em 2021, a ordem mundial ficou enfraquecida. 

À medida que 2021 progride, se adotarmos uma visão do mundo em que vemos além das nossas limitações, concluímos que o comportamento atual irá complicar o nosso futuro já que, durante o último ano, aprendemos a viver com várias guerras do passado. Os Grinches do mundo estão a trabalhar arduamente para disseminar miséria de todas as maneiras possíveis, confirmando assim as frustrações experienciadas ao longo destes últimos 365 dias. 

Os cientistas e políticos sugadores de almas acham que somos porcos-da-índia que podem utilizar nas suas experiências onde os factos da vida real são irrelevantes. 

Em retrospetiva, posteriormente não se podem ignorar alguns factos: 

  • Ainda não conhecemos a escala precisa da pandemia. 
  • A progressão perigosa da recolha e análise de dados acessíveis em fontes publicamente disponíveis para serem usados num contexto de inteligência.
  • A repressão na Rússia, em Hong Kong e na China foi acelerada. 
  • A política externa americana continua a enfraquecer desde o 11 de setembro. 
  • O falhanço na redução dos gases efeito de estufa. 
  • O agravamento de desastres relacionados com o clima. 
  • O enfraquecimento das perspetivas para os países em desenvolvimento. 
  • A relocação das gerações mais jovens para os subúrbios e áreas interprovinciais. 

Estes são apenas alguns pensamentos sobre 2021, que definem o mundo. Já estão numa mochila para serem transportados para 2022. 

Fique bem.

Manuel DaCosta/MS


Version in English

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Cartoon by Stella Jurgen

The Good, Bad and Ugly of 2021

Every new year brings hope that the problems of 2021 are a thing of the past. If history teaches something, is that obstacles are not exclusive to the past year and continuity of the issues leap onto the next phase of our lives due to our inability to solve them or that problematic social processes won’t allow it. 

Looking back can be a painful exercise or a cleansing in preparation of what’s ahead. Assessing our personal accomplishments or lack thereof provides predicaments and opportunities of how we can do better to take advantage of opportunities being provided. Perhaps after navigating through Christmas and exploring our inner thoughts, conclusions can be reached about the status of our development. Like anything in life, many are only in it for the ride with no plans for expansion of their substance or their reality, choosing to be present in a state of animation. The growth of the radical left and their political policies has encumbered a society with ingrates that expect the social right to support them. 

2021 became the year where wokeness created rascals and scoundrels which are being embraced by the political establishment and being described as the have-nots who won’t help themselves to a job. Tolerating ambiguity and staying humble is becoming more complex. The masterminds of mayhem continue to work harder than the purveyors of democracy, and therefore world order was weakened in 2021. 

If we take a dragonfly-eye view of the world as it progresses in 2021, we conclude that current behaviour will complicate our future as we have learned to live with various wars this past year. The world grinches are hard to work spreading misery in every possible manner, confirming the frustrations experienced these past 365 days. 

Soul-sucking scientists and politicians consider us guinea pigs for their experiments where real-life facts don’t matter. 

In retrospect, a few facts can’t be ignored posteriorly:

  • We still don’t know the accurate scale of the pandemic.
  • Dangerous progression of open-source intelligence gathering.
  • Repression in Russia, Hong Kong and China was accelerated. 
  • American foreign policy has continued to weaken since 9/11.
  • Failure to cut greenhouse emissions.
  • Weather-related disasters aggravate. 
  • Weakening prospects for developing countries. 
  • Relocation of the younger generations to suburban or inter-provincial areas. 

There are only a few thoughts for 2021, which defined the world. They are in a backpack to transport to 2022. 

God help all of us – Happy New Year. 

Be well. 

Manuel DaCosta

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