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Olho Grego

Vocês são supersticiosos? Eu sou um bocadinho… Ou melhor, acho que há dias em que acredito em certas coisas, mas depois reviro os olhos e penso “estou doida de vez”. Mas a verdade é que o mundo está rodeado de superstições e pessoas de todos os quatro cantos que recorrem a todo o tipo de artifício para, de alguma forma, terem proteção ou de atraírem energias positivas e boas sensações. Entre esses recursos, um dos mais poderosos e curiosos é o misterioso “olho grego”, um amuleto milenar que promete combater as forças malignas e exterminar o verdadeiro mau-olhado, geralmente provocado por uma forte carga de inveja.

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Créditos: DR.

Já ouviram falar, certo? Conhecido também como “olho turco”, o amuleto é um item circular azul-cobalto que tem a imagem de um olho no centro, sendo muito tradicional em bazares de Istambul, Turquia.

Nos últimos anos, o olho grego ganhou popularidade ao ser revelado por celebridades internacionais e ter conteúdos em tutoriais publicados no YouTube, em que são apresentadas técnicas para fabricá-lo em diversos formatos portáteis.

Mesmo sendo chamado comumente de “olho do mal” (mati, em grego), expressão utilizada para designar uma poderosa maldição ocular, que era antigamente relacionada a pessoas de olhos azuis ou verdes (característica considerada rara no Mediterrâneo), o símbolo está destinado a afastar o mau-olhado das pessoas que o carregam, já que há a crença de que alguém que obtém sucesso ou reconhecimento atrai a inveja daqueles que estão ao seu redor.

Esses olhos que ficam sempre abertos e vigilantes são citados em textos sagrados como a Bíblia e o Alcorão, e marcam uma forte inserção cultural, com direito a publicações de volumosas obras baseadas na sua história, além de lendas e contos. “Quando alguém olha o que é excelente com um olho invejoso, essa pessoa enche a atmosfera ao redor de maldade e transmite as suas próprias exalações envenenadas para quem for mais próximo dele”, cita Heliodoro de Emesa, no livro Aethiopica.

Versões do amuleto

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Créditos: DR.

O Nazar, nome alternativo para o amuleto, teve várias versões desde o ano 3300 a.C., quando os primeiros ídolos de alabastro — variedade egípcia de calcita estalagmítica — foram fabricados, de acordo com escavações recentes realizadas em Tell Brak, na atual Síria. Desde então, os itens ganharam novas cores e composições com argila acetinada, cobre e cobalto, e acabaram por gerar um fascínio por parte dos turcos, que viam o azul como uma fonte de conexão entre a Terra e a divindade do céu.

Assim, a tradição persistiu por milénios e até hoje este “olho grego” é pintado em embarcações para atrair viagens seguras, assim como os egípcios enfeitavam os seus navios para assegurar uma navegação tranquila. Além disso, o “olho grego” é um valioso presente para as crianças turcas, porque segundo as crenças por ali defendidas, elas são mais suscetíveis à maldição do mau-olhado.

FYI/Kika

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