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O mundo é nosso. Ou… será?

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Créditos: DR.

Muito bom dia para si caro leitor/a.

Espero-vos bem e com muita saúde e paz, elementos essenciais para o nosso bem-estar. O resto vem por acréscimo.

Mais uma semana que fica para trás e o verão cada vez mais próximo do fim.  Chuva abençoada que não pára de nos brindar. Esta semana e, como já vos habituaram, a equipa do jornal Milénio, traz para cima da mesa mais um tópico relevante – o papel da Mulher como pessoa independente, numa sociedade que já nem por isso é bem só “pertencente” aos homens. Cá vamos então. Parece ser um tópico fácil, mas não é de todo por estar envolto numa grande delicadeza e bastante fragilidade.

Da Mulher subjugada e dependente do Homem, à Mulher livre e independente – foi um longo caminho. Muita luta, muita determinação, muita resiliência. Esta é aliás a palavra que melhor define a forma de estar na vida das Mulheres – resiliência! Tão necessária para aguentar, ao longo de tanto tempo, a necessidade de estar permanentemente a demonstrar que tem o seu lugar na sociedade ao lado dos Homens. Que tem mérito no seu desempenho profissional, que alcança os mesmos patamares de excelência – na ciência, no desporto e em tantas outras áreas da vida profissional. A Mulher, ao longo do tempo, teve sempre que fazer prova das suas capacidades. Tudo se tornava e ainda torna mais difícil para a Mulher – no caso das Mulheres inverte-se o ditado e podemos dizer que “não basta parecer é preciso ser”.

Ora então vamos lá a ver… Que papel desempenha o homem nesta sociedade predominantemente e a passos largos cada vez mais “controlada” pelas mulheres? Terá o homem de ser cada vez mais cuidadoso e ter em conta que já não pode e mesmo não deve tratar a mulher como “objeto”?

Casos como o do famoso diretor cinematográfico Harvey Weinstein que abusou, violou e voltou a abusar de jovens atrizes dando-lhes em troca a fama por elas tão ansiada? Será que a culpa foi mesmo só dele? Como mulher e, estando completamente contra todo e qualquer tipo de abuso sexual pela parte dos homens, ou seja lá de quem for, custa-me a perceber que estas mulheres se tenham calado durante décadas. Saciadas com uma vida de dinheiros e fama, um dia acordaram e lembraram-se de trazer a luz do dia estes cenários.  Nada contra. Mas e porque não antes? Receio de serem desacreditadas? Maltratadas por uma justiça com cabeças de cartaz masculinos?

Nascia o #MeToo movement. E outros tantos.  Jeffrey Epstein, que acabou por ser ele também acusado por várias vítimas, na altura menores, acabaria por pôr término a própria vida, enquanto aguardava julgamento, numa prisão de alta segurança em NYC. Até o príncipe André de Gales não fugiu da fama de ser também protagonista nesta história, com acusações de violência, estupro, assaltos sexuais, há anos transatos. 

Estes homens de poder, pensando que nada nem ninguém os atingia, foram desfalcados da própria integridade, que quiçá nunca possuíram, e rasgavam eles o caminho para colocar a mulher num patamar de ainda mais poder perante a lei, e perante elas próprias. Onde nada, nem ninguém, pode nem deve ter o direito de as enxovalhar.

Não há dinheiro que compre a nossa dignidade. É o que é e vale o que vale.

Muita saúde,

Cuidem-se muito, não descurem dos cuidados pessoais e se puderem vacinem-se. Protejam-se. Protegendo os outros.

Até já,

Cristina Da Costa/MS

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