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Carvão e combustíveis fósseis vão destruir o planeta se não forem travados

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epa09319785 UN Secretary General Antonio Guterres during an interview with Agencia Efe in Madrid, Spain, 02 July 2021 (issued on 03 July 2021). Guterres considers that ‘Time to take decisions to fight against climate change is running out’. EPA/Chema Moya

O secretário-geral da ONU, António Guterres, considera que o relatório sobre o clima, hoje publicado pelos especialistas da ONU, é um “alerta vermelho” que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que “destroem o planeta”.

O relatório estabelece uma avaliação científica dos últimos sete anos e “deve significar o fim do uso do carvão e dos combustíveis fósseis, antes que destruam o planeta”, disse Guterres através de um comunicado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pede que nenhuma central de carvão seja construída depois de 2021.

“Os países também devem acabar com novas explorações e produção de combustíveis fósseis, transferindo os recursos para a energia renovável”, acrescentou o secretário-geral da ONU.

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) estima que o limiar do aquecimento global (de + 1,5° centígrados) em comparação com o da era pré-industrial vai ser atingido em 2030, 10 anos antes do que tinha sido projetado anteriormente, “ameaçando a humanidade com novos desastres sem precedentes”.

“Trata-se de um alerta vermelho para a humanidade”, disse António Guterres.

“Os alarmes são ensurdecedores: as emissões de gases de efeito estufa provocadas por combustíveis fósseis e a desflorestação estão a sufocar o nosso planeta”, acrescentou o secretário-geral da ONU.

No mesmo documento, Guterres pede igualmente aos dirigentes mundiais que se vão reunir na conferência do clima (COP26) em Glasgow, Escócia, no próximo mês de novembro, para alcançarem “sucessos” na redução das emissões de gases de efeito de estufa.

“Se unirmos forças agora, podemos evitar a catástrofe climática. Mas, como o relatório de hoje indica claramente não há tempo e não há lugar para desculpas”, apelou ainda António Guterres.

JN

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