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Elogio ao MAAT Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia

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Foto: DR

 

Não há como fugir. Se quisermos conferir a lista dos principais museus de Lisboa, este museu é passagem obrigatória.

MAAT, como é conhecido o Museu de Arte e Arquitetura de Lisboa, é um dos lugares mais procurados por turistas e por portugueses. Quer seja pelas exposições, localização agradável junto ao rio Tejo, ou por ser um ótimo lugar para passear, por conta de sua estrutura, este tem sido dos locais mais desejados para passar tempo de lazer.

Tal como o nome indica, abriga três áreas: arte, arquitetura e tecnologia. É um dos museus de Lisboa imperdíveis, e funciona de quarta a domingo, das 11h às 19h.

História do MAAT em Lisboa

Este icónico museu, surgiu pela vontade de vários artistas em juntar obras e conteúdo de grandes tendências e temas atuais, juntando a arte, a arquitetura, ideias e pensamentos contemporâneos, entre outros.

Em 2016, foi inaugurado o museu e edifício, um projeto de arquitetura idealizado pela artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster. Ao lado, fica o edifício da antiga Central Tejo, inaugurado em 1990, como Museu da Eletricidade, outro importante bastião dos museus portugueses. O MAAT é também integrante da Fundação EDP (energias de Portugal), que tem tido um papel preponderante na sua projeção e desenvolvimento.

Coleção do MAAT em Lisboa

A coleção de arte da Fundação EDP iniciou no ano de 2000, com o objetivo de abranger vários artistas portugueses contemporâneos, de todas as gerações.

Assim, iniciou-se a cronologia das obras pela década de 60, já que foi a data de criação da Companhia Portuguesa de Eletricidade, bem como o elo a um período marcante de ruturas artísticas. Desde então, a coleção tem sido crescentemente ampliada. Na coleção de arte da Fundação EDP, já integram mais de 250 artistas contemporâneos portugueses, e as exposições são marcadas por temas e reflexões do que se passa no mundo contemporâneo, contando com distintas curadorias.

 

 

MAAT até dezembro

Agora patente, encontramos o famoso artista James Ferraro – o norte-americano que esteve no nascimento do que se provou ser uma série de novas correntes estilísticas e de pensamento no campo da música.

Nesta exposição, é apresentada uma peça audiovisual encomendada pelo próprio MAAT, que se intitula: Anno 6G CE. O trabalho traduz uma leitura atual, como muitas vezes acontece, no trabalho de Ferraro, e que parte de uma análise sobre várias camadas da contemporaneidade. O título da peça assenta sobre uma nova forma de medição e cronografia, a partir dos sistemas de telecomunicação, que se sobrepõem a táticas prévias e até agora existentes, de base essencialmente teológica. Um trabalho de grande base conceptual que nos transmite esta visão/leitura da atualidade.

Com visões futuristas e a sua brilhante imaginação, da qual já brotaram tantas ideias, Ferraro fundou géneros e estilos com o seu próprio funcionamento socioeconómico paralelo de nicho. Contudo, continua a fazer o que sempre fez — pensar, sonhar e produzir. O seu trabalho está representado por várias editoras importantes, e normalmente, quando edita um novo projeto no mercado discográfico, acaba sendo incluído nas listas das melhores edições do ano, bem como exibida em vários palcos e museus importantes.

Oráculos é uma secção do programa Terra Irada, com curadoria de Pedro Gomes, versando e exibindo músicas comunitárias e introduzindo trabalhos de artistas que, pela sua visão, se encontram para lá da cultura, ao ponto de sintetizarem várias leituras heterogéneas e abertas, sobre a experiência humana. Ou seja, para lá da experiência coletiva.  A exibição encontra-se online até ao dia 23 de dezembro deste ano.

Amélie Bonsart/MS

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