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Alto comissário da ONU está em Cabul para avaliar situação humanitária

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This photo taken on September 12, 2021 shows a woman looking at secondhand household items for sale at a market in the northwest neighbourhood of Khair Khana in Kabul. – Kabul’s flea markets are packed full of the belongings that desperate Afghans have sold at rock-bottom prices to fund long journeys to escape the country, or just to pay for food. (Photo by WAKIL KOHSAR / AFP) / TO GO WITH Afghanistan-conflict-fleamarkets,FOCUS by James EDGAR

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, chegou esta segunda-feira a Cabul para avaliar a “grave situação humanitária” no Afeganistão, exacerbada desde que o grupo extremista talibã assumiu o poder no país.

“Cheguei a Cabul esta manhã [de segunda-feira]. Durante a minha visita, avaliarei as necessidades humanitárias mais graves e a situação de 3,5 milhões de afegãos deslocados”, disse Grandi, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

O responsável da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) acompanhou a sua mensagem com uma fotografia, que ilustra o seu encontro no aeroporto com autoridades do Governo interino dos fundamentalistas talibãs.

O porta-voz do ACNUR em Cabul, Nader Farhad, explicou à agência de notícias EFE que, embora pudesse confirmar a chegada de Grandi ao Afeganistão, a sua agenda ou com quem se reunirá ainda não está definida, acrescentando que o alto comissário “ficará dois ou três dias” na capital afegã.

No Afeganistão, 3,5 milhões de pessoas vivem como deslocadas internas pela violência e, destas, meio milhão foram forçadas a deixarem as suas casas nos últimos oito meses.

Além disso, 2,3 milhões de refugiados afegãos vivem no Paquistão e no Irão, os dois países vizinhos que abriram as portas a esta população nos últimos 40 anos de conflito.

Grandi já tinha avisado, no final de agosto, que após a dramática retirada de emergência de pessoas pelos países ocidentais – depois da queda, em meados do mês passado, do Governo liderado pelo presidente afegão Ashraf Ghani – uma crise humanitária muito maior poderia começar.

A ONU, que continua a trabalhar no Afeganistão apesar da mudança no poder, mostrou a sua preocupação com a violação dos direitos das mulheres e raparigas e chamou a atenção para a insegurança alimentar num país que também sofre uma grave seca que pode arruinar as plantações.

Esta segunda-feira, as Nações Unidas procuram, em Genebra, um maior consenso global para responder à crise afegã, por um lado na sessão do Conselho de Direitos Humanos, que abre a sua 48ª sessão, e, por outro, com uma conferência humanitária onde se espera angariar pelo menos 606 milhões de dólares (514 milhões de euros) para ajudar 11 milhões de pessoas, quase um terço da população afegã.

A entrada das forças talibãs em Cabul, a 15 de agosto, pôs fim a uma campanha militar de duas décadas no Afeganistão liderada pelos Estados Unidos e apoiada pelos seus aliados, incluindo Portugal.

Mais de 120 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão pelos países ocidentais, nomeadamente as pessoas que colaboraram com as forças ocidentais no país durante os 20 anos da campanha militar internacional.

JN

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