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Costa consegue a maioria que queria e esmaga ex-parceiros

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PS com estabilidade para governar quatro anos. Rio abre a porta à saída do PSD. Chega em 3.º e IL em 4.º BE e PCP com fortes derrotas. PAN só segurou deputada por Lisboa.

António Costa e o PS são os grandes vencedores destas eleições antecipadas, conseguindo a desejada maioria absoluta que só José Sócrates tinha alcançado em 2005, e ganhando em todos os distritos (à exceção da Madeira). O PSD cresce em votos mas não em deputados (27,8%), enquanto, à sua Direita, Chega (7,1%) e Iniciativa Liberal (4,9%) passam a terceira e quarta forças políticas. À custa disso, o CDS desapareceu do Parlamento, onde também BE e PCP reduzem drasticamente o número de deputados, bem como o PAN, que só elegeu Inês Sousa Real. O Livre manteve o deputado por Lisboa.

No seu discurso, o secretário-geral do PS disse assumir com “muita emoção” esta vitória, que considerou ser “da humildade, da confiança e pela estabilidade”. “Esta maioria será uma maioria de diálogo com todas as forças políticas” e com a Concertação Social, disse, reafirmando que não negociará com o Chega e assumindo que quer “reconciliar” os portugueses com as maiorias absolutas.

Para Rui Rio, “houve um voto útil à Esquerda absolutamente esmagador” e “à Direita não houve a mesma união”. O líder do PSD admitiu que o resultado ficou “muito longe” do que previa e abriu a porta à sua saída: “Se se confirmar que o PS tem uma maioria absoluta, eu não sei como posso ser útil neste enquadramento. O partido decidirá, mas não estou a ver como posso ser útil”, disse.

André Ventura festejou os 12 deputados e culpou Rui Rio pela maioria absoluta do PS. “Passaram o tempo a dizer que com o Chega não e o resultado está à vista: com o Chega sim”, disse, afirmando querer ser a “grande alternativa de direita para substituir o PS no poder”.

Cotrim de Figueiredo, da IL, regozijou-se com os oito deputados, mas lamentou a maioria absoluta do PS.

Os ex-parceiros da geringonça, que Costa culpou pelo chumbo do Orçamento de Estado, ainda antes da discussão na especialidade, e a quem acusou de não serem “confiáveis”, saíram altamente prejudicados.

Catarina Martins reconheceu tratar-se de “um mau resultado” e de “um dia difícil para o partido”, embora não se arrependa do chumbo do OE. “A estratégia do PS de criar uma crise artificial para ter uma maioria absoluta foi bem sucedida”, disse, dando como certa essa vitória quando ela ainda não era conhecida. Questionada sobre a sua liderança, disse que o partido fará essa avaliação e apontou o dedo aos “deputados racistas” que entraram no Parlamento. “Cá estaremos para os combater”.

Jerónimo de Sousa, o primeiro líder partidário a reagir, reconheceu que se tratou de uma “quebra eleitoral com significativa perda de deputados”, apontando o dedo à bipolarização e à “descarada ação do PS” para se aproveitar de medidas pelas quais o PCP se bateu no Parlamento, sem esquecer o presidente da República, a quem responsabilizou pela convocação destas eleições.

Francisco Rodrigues dos Santos assumiu a responsabilidade pelo desaparecimento do CDS do Parlamento e apresentou a demissão da liderança e a convocação de um congresso. Só pelas 00.45 horas o PAN garantiu a eleição de um deputado, perdendo três mandatos.

JN/MS

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