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Mulheres acusam Trump de abusos sexuais e pedem investigação

Três mulheres que acusam o presidente norte-americano, Donald Trump, de má conduta sexual pediram uma investigação do Congresso sobre o comportamento no meio de uma onda de acusações semelhantes contra homens proeminentes em Hollywood, na imprensa e na política.
Nos últimos dois anos, mais de uma dezena de mulheres acusou Trump de realizar avanços sexuais não desejados antes de ele entrar na política.
Três de suas acusadoras, Jessica Leeds, Rachel Crooks e Samantha Holvey, afirmaram em entrevista coletiva que as acusações justificavam nova consideração dada a discussão mais ampla sobre assédio sexual na sociedade norte-americana.
A Brave New Films, produtora de filmes sem fins lucrativos, produziu um vídeo com 16 das acusadoras de Trump e organizou a coletiva de imprensa em Nova York. No filme, as mulheres acusam Trump de beijá-las sem sua permissão, agarrá-las por suas partes íntimas, colocar as mãos dentro de suas saias ou de fazer outros avanços não desejados.
O Congresso deve “colocar de lado suas afiliações partidárias e investigar o histórico de má conduta sexual do sr. Trump”, disse Crooks, ex-recepcionista de empresa imobiliária, que foi apoiada por Leeds e Holvey.
As mulheres disseram não acreditar que Trump deixará seu cargo por conta das alegações, mas que ele deve ser responsabilizado. Trump e autoridades da Casa Branca negaram as alegações, algumas das quais datam de 1980.
“Essas falsas afirmações, totalmente contestadas na maioria dos casos por relatos de testemunhas oculares, foram amplamente abordadas na campanha do ano passado e o povo americano expressou seu julgamento ao entregar uma vitória decisiva”, disse um porta-voz da Casa Branca em comunicado divulgado agora, questionando o momento da solicitação e as motivações políticas das mulheres.
Trump enfrenta ação judicial em um dos casos relacionados.
Diversos homens de poder e alto escalão têm sido acusados nos últimos meses de conduta sexual inadequada, incluindo três membros do Congresso, o produtor de Hollywood Harvey Weinstein e o ex-âncora da NBC Matt Lauer.
A Reuters não verificou de maneira independente as acusações contra Trump, Weinstein, Lauer ou os três parlamentares.
Nikki Haley, embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas e uma das mulheres de mais alto escalão no governo Trump, afirmou no domingo que qualquer mulher que tenha se sentido mal tratada por um homem tem o direito de se pronunciar, mesmo que ela esteja acusando o presidente.

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