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Morte de opositor bielorrusso em Kiev. Presidente ucraniano ordena proteção dos exilados

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ordenou, esta quarta-feira, que se garanta a proteção de ativistas bielorrussos exilados na Ucrânia, após a morte suspeita de um opositor bielorrusso encontrado enforcado em Kiev, num contexto de aumento de repressão política na Bielorrússia.

“Cada bielorrusso que pode tornar-se alvo de criminosos devido à sua posição política pública deve ter uma proteção especial”, declarou Zelensky, citado num comunicado da Presidência. “Esta decisão foi tomada após a obtenção, pelas forças da ordem, de informações sobre possíveis riscos para vários ativistas bielorrussos”.

As autoridades ucranianas já “elaboraram a lista dos bielorrussos” em causa e ofereceram-lhes medidas de proteção adicionais, acrescentou o comunicado, sem fornecer mais pormenores.

Diretor e cofundador de uma organização não-governamental (ONG) que ajuda opositores ao regime bielorrusso que fugiram para a Ucrânia, Vitali Chychov, de 25 anos, foi encontrado na terça-feira enforcado num parque em Kiev. A sua organização, batizada “Casa bielorrussa na Ucrânia” (BUD) condenou o assassínio orquestrado por Minsk.

A polícia ucraniana abriu um inquérito por homicídio premeditado, mas não exclui suicídio.

Paralelamente, a Ucrânia proibiu a entrada por três anos no seu território de um outro cofundador bielorrusso da mesma ONG, Rodion Batulin, invocando “uma ameaça para a segurança nacional”.

A decisão nesse sentido foi tomada a 23 de julho, ou seja, antes da morte de Chychov, indicaram os serviços de segurança ucranianos (SBU), que acusaram Batulin de “atos provocadores durante protestos na Ucrânia”.

O homem foi rejeitado na fronteira ucraniana, onde chegou vindo da Polónia, indicou a BUD no serviço de mensagens instantâneas Telegram.

Segundo a imprensa ucraniana, Batulin, um lutador profissional, participou em vários confrontos políticos na Ucrânia e estava, nomeadamente, entre os homens que atacaram a viatura do ex-Presidente Piotr Poroshenko, em 2019, em Kiev.

Batulin é, além disso, considerado como tendo uma ligação estreita a um neonazi russo-bielorrusso, Sergei Korotkikh, que estudou no instituto do KGB bielorrusso e recebeu o passaporte ucraniano em 2014, depois de ter combatido contra os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, no batalhão ultranacionalista Azov.

Numa entrevista, Batulin indicou que Korotkikh “ajudava” a “Casa bielorrussa na Ucrânia”.

JN

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