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Polícia queima barcos de mineiros ilegais atraídos por ouro na Amazónia

MILENIO STADIUM - OURO AMAZONIA
(FILES) This handout file photo taken on November 23, 2021 released by Greenpeace shows accommodations and mining structures on the Madeira River, near the Rosarinho community, in Autazes, Amazonas state, Brazil. – More than 60 illegal miners’ boats were set on fire on November 27, 2021 on the Madeira River in the Brazilian Amazon during a joint operation by police and other official forces, the government and the NGO Greenpeace reported on November 28, 2021. (Photo by Bruno KELLY / GREENPEACE / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE-MANDATORY CREDIT – AFP PHOTO / GREENPEACE – NO MAFRKETING – NO ADVERTISING CAMPAIGNS – DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS – NO THIRD PARTIES, NO RESALE, NO ARCHIVE, CREDIT-LINE COMPULSORY

 

As autoridades brasileiras queimaram quase 70 embarcações numa operação de combate contra mineiros ilegais atraídos por rumores de uma descoberta de ouro num grande afluente amazónico, disse o governo e a organização ambientalista Greenpeace.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que 69 embarcações foram destruídas no sábado e divulgou neste domingo fotografias e um vídeo dos barcos em chamas nas margens do rio Madeira.

“Senhor ministro, parabéns por esta operação”, escreveu o Presidente Jair Bolsonaro na sua conta na rede social Twitter.

Pelo menos 300 barcos de dragagem, estavam alinhados lado a lado no rio, na semana passada, na sequência de rumores de uma nova descoberta de ouro. Mas ao mesmo tempo que as imagens da corrida ao ouro se espalhavam, as autoridades preparavam a operação para impedir que surgissem explorações mineiras ilegais.

Até sábado, muitos barcos tinham dispersado para outras áreas próximas, refere a Greenpeace Brasil, que também publicou fotos de barcos de dragagem em chamas.

A “operação mostra que o Brasil tem capacidade para enfrentar atividades ilegais e assegurar a proteção dos nossos rios, florestas tropicais e povos tradicionais”, disse aquela organização ambientalista.

“Tudo o que é necessário é vontade política”, acrescentou.

Embora a extração ilegal de ouro seja comum na Amazónia, esta corrida aos metais preciosos, a cerca de 100 quilómetros da cidade de Manaus, tem atraído particular atenção, referiu a Greenpeace na semana passada.

A organização apelou às autoridades para que avançassem o mais rapidamente possível para pôr fim ao que chamou um crime ambiental.

Um relatório da Universidade Federal de Minas Gerais, feito em colaboração com o Ministério Público Brasileiro, revelou, em julho, que apenas 34% das 174 toneladas de ouro extraídas no Brasil entre 2019 e 2020 tinham uma origem legal comprovada.

Os ambientalistas acusam o governo de Jair Bolsonaro de prosseguir políticas contra o ambiente e de enfraquecer as proteções.

Desde que Bolsonaro subiu ao poder, em janeiro de 2019, a desflorestação na Amazónia aumentou, principalmente devido à mineração ilegal e à criação de gado.

JN/MS

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