Mundo

Artistas internacionais chamam atenção para violência na Colômbia

TOPSHOT – A woman waves a Colombian national flag during a protest against a tax reform proposed by Colombian President Ivan Duque’s government in Bogota, on May 4, 2021. – The international community on Tuesday decried what the UN described as an ‘excessive use of force’ by security officers in Colombia after official data showed 19 people were killed and 846 injured during days of anti-government protests. (Photo by Juan BARRETO / AFP)

Há uma semana que milhares de colombianos estão nas ruas a protestar contra o governo de Ivan Duque. Os confrontos entre a polícia e os manifestantes já provocaram 19 mortos e mais de 800 feridos, uma escalada de violência que ganhou palco nas redes sociais através das publicações de vários artistas internacionais.

Na origem dos protestos está o projeto de reforma fiscal do governo que previa um aumento do IVA sobre bens e serviços e ainda uma ampliação da base do Imposto sobre o Rendimento, o equivalente ao IRS. Esta medida, que pretendia aumentar as receitas do Estado em mais de cinco mil milhões de euros entre 2022 e 2031, foi considerada “inoportuna” dada a crise económica no país e um encargo que iria recair, sobretudo, sobre a classe média. Por isso, os sindicatos convocaram a população para uma manifestação no dia 28 de abril.

Desde então que nas ruas colombianas se assiste a confrontos diretos entre a polícia e os manifestantes. Várias associações não-governamentais acusam as forças de segurança de disparar sobre civis. Segundo um balanço oficial do Defensor do Povo, entidade pública de proteção dos direitos humanos, 19 pessoas foram mortas, 846 ficaram feridas e cerca de 90 pessoas foram dadas como “desaparecidas”.

No entanto, o governo de Duque reconheceu apenas, oficialmente, a morte de um civil e a morte de um polícia. O ministro da Defesa colombiano, Diego Molano, afirmou que os incidentes foram “premeditados, organizados e financiados por grupos armados que operam no país” e que rejeitaram o acordo de paz assinado em 2016. O político relatou ainda danos em 313 estabelecimentos comerciais, 94 bancos, 69 paragens de transporte público, 36 caixas multibanco e 14 estradas.

Apesar da medida que gerou esta onda de protestos já ter sido suspensa, as manifestações continuam como reação às mortes ocorridas até agora.

Escalada de violência gera reações nas redes sociais

Vários artistas internacionais já publicaram mensagens de apoio à população colombiana. Personalidades como Shakira, J Balvin, Maluma, Sebastian Yatra, Justin Bieber e Demi Lovato deixaram vários apelos ao governo para que termine com a brutalidade sobre os manifestantes.

São várias as personalidades e também entidades que se estão a posicionar contra a ação do governo colombiano. Na terça-feira, a comunidade internacional lamentou o que a ONU considerou “uso excessivo da força” pelas autoridades na Colômbia. Também os Estados Unidos e a União Europeia juntaram-se ao coro de críticas.

“Devido às tensões extremas, com soldados e polícias encarregados de controlar as manifestações, pedimos calma (…) e lembramos às autoridades governamentais que devem proteger os direitos humanos”, incluindo o direito ao protesto pacífico, afirmou Marta Hurtado, porta voz da alta comissária para os Direitos Humanos da ONU. “As armas de fogo devem ser usadas apenas como último recurso”, reiterou.

Há sete dias que a população da nação sul-americana vive em alvoroço e a instabilidade vai ganhando força. O país está a atravessar a pior fase da pandemia da covid-19 e está mergulhado numa profunda crise económica, com vários cidadãos a viverem na pobreza.

No próximo sábado, dia 8 de maio, a Praça Luís Camões, em Lisboa, vai ser o palco de um protesto pacífico que pretende sensibilizar e chamar a atenção para a situação atual da Colômbia.

JN

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER