Açores

Governo dos Açores promete médicos de família para 90% da população até fim da legislatura

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Foto: Eduardo Resendes

O secretário regional da Saúde, Clélio Meneses, garantiu que o executivo pretende melhorar o acesso aos cuidados de saúde nos Açores, por forma a que 90% da população tenha médico de família até ao final desta legislatura.

“O nosso objetivo é que, até ao final da legislatura, 90% da população açoriana tenha médico de família”, explicou o governante, na abertura do II Fórum Saúde 2030, que está a decorrer na cidade da Horta, admitindo que o acesso aos cuidados de saúde primários continua a ser um dos problemas estruturais do setor no arquipélago, onde as urgências são, muitas vezes “a porta de entrada” no Serviço Regional de Saúde (SRS).

Clélio Meneses lembrou que, desde que o atual executivo de coligação (PSD, CDS-PP e PPM) tomou posse na região, em novembro de 2020, o SRS já reforçou o quadro de pessoal em mais 73 médicos e mais 243 enfermeiros, embora reconheça que ainda são precisos mais profissionais.

“Os recursos humanos são um dos problemas estruturais do SRS. Há falta de médicos e de enfermeiros e os que existem estão exaustos”, lamentou o titular da pasta da Saúde nas ilhas, adiantando que o executivo pretende rever o sistema de incentivos à fixação de médicos nos Açores, e criar também um sistema de incentivos à fixação de enfermeiros.

O governante elencou uma série de problemas estruturais que o setor atravessa na região, desde o seu subfinanciamento, a problemas em instalações e equipamentos, passando pela incompatibilidade de sistemas informáticos, envelhecimento da população e o aumento de fatores de risco.

“Apesar de todos estes problemas estruturais, estamos empenhados em inverter esta situação, porque entendemos que estas dificuldades não uma fatalidade na Saúde”, insistiu Clélio Meneses.

Segundo o governante, os Açores apresentam dados preocupantes em matéria de consumo de tabaco, de drogas, de obesidade infantil e de hipertensão, além de terem, também, uma taxa de mortalidade mais elevada que o resto do país, problemas que o Governo pretende combater na região.

Durante o II Fórum Saúde 2030, intervieram também Rui Nogueira, especialista em medicina geral e familiar, Henrique Prata, coordenador do programa de Saúde Mental nos Açores, e João Sarmento, consultor em serviços de saúde, também na especialidade de medicina familiar.

AO/MS

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