Saúde & Bem-estar

Os vários padrões do nosso corpo

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Créditos: DR

Um dos desafios da minha vida, foi quebrar um paradigma muito bem enraizado na minha caixa de padrões de como ser uma pessoa. Hoje, gostaria de falar sobre “corpo saudável”. Longe de mim parecer uma “blogueira fitness” no intuito de lhe passar receitinhas fit. Longe de mim, porque não quero mais esses gatilhos que, geralmente, só nos fazem sentir a pessoa mais feia do mundo. Há muito tempo que deixei de seguir nas redes sociais as blogueiras fitness, ou perfis que cultuam o corpo esbelto como se fosse a vitória da vida! Passei a seguir gente que se respeita e entende que o corpo é o nosso veículo e carrega nossa “alma”. 

Longe de mim também, ir para o outro extremo e seguir pessoas que usam lemas como “temos que nos aceitar” e não se importar com o que consome, usando isso como desculpa pra se afogar em junk food diariamente, na tentativa de preencher o vazio da mente e da alma. Precisamos começar a pensar no equilíbrio. Persigo esse “saci” – figura folclórica brasileira – dia e noite, até hoje!

Mas pela primeira vez, depois de passar uma vida confundindo as coisas, como por exemplo, de que para ser amada e aceita eu precisava estar magra, de comer e engordar disparadamente com a desculpa de que eu tinha que me amar assim, comendo muita refeição congelada, alimentos industrializados o tempo todo, doces e fingir que não sou pré-diabética. Hoje, eu acredito estar começando a me direcionar para o caminho do meio. Infelizmente, para quem está há muitos anos nesse contexto, o de não saber se alimentar, tem de se policiar o tempo todo.  Mas, ao que tudo indica, posso estar começando a me direcionar para o equilíbrio, porque me sinto mais presente no momento que almoço uma quinoa, salada, legumes, bebendo muita água durante o dia, os chazinhos que amo muito, ou ainda, quando estou preparando o brunch super calórico com batata, panqueca e maple syrup sem culpa nenhuma, todas essas movimentações, sem extremismos, é por amor à mim mesma, quero cuidar desse corpo que me carrega pra lá e pra cá. Estou pesquisando cada vez mais sobre alimentos que podem me nutrir, me deixar mais ativa, quais alimentos preciso evitar para não ficar doente a longo prazo,  estratégias para acabar com a ansiedade, qual o tipo de atividade física que me dá prazer e que meditar é palavra de ordem para estar cada vez mais centrada. E tudo isso, sem a garantia de que eu vou ter uma vida longa, ou que não aparecerá nenhuma doença no caminho!

Mas eu estou presente no aqui e agora e é hoje que quero fazer algo por mim, é agora. Não ficar pensando e se cobrando que daqui um mês você poderá ficar mais magra(o), é um ótimo sinal! Ficar preocupada(o) em perder todos os quilos de forma rápida, porque há a necessidade de ser magra(o) e esbelta(o) por uma viagem, não é um bom sinal. Quantas vezes pedi para a nutricionista: “preciso emagrecer em um mês porque eu vou à praia”? Muitas! Acredito que muitas mulheres se cobram dessa maneira e já passaram por isso. Digo mulher, porque é o gênero mais exigido, nesse quesito.

Se eu ficar mais magra(o) por conta desse novo cuidado, esse de pensar na minha nutrição e perder os quilos extras, eu vou ficar feliz, mas não quero colocar isso como fator principal desse cuidado comigo mesma. Eu quero me acolher como jamais fiz e me liberar para as “comilanças” que eu amo. Se eu quiser comer um bolo recheado, que seja sem culpa nenhuma! Eu não quero basear a minha vida na contagem de calorias e perder os prazeres de comer um pão que lembra os que minha mãe fazia quando criança. Isso se chama “paladar afetivo” e é muito importante para nós.

Quero apenas ter essa intuição de qual é o melhor caminho para me sentir bem e em paz comigo mesma.

Parece um assunto fútil, não é mesmo? Mas não é! Muita gente passa por essa situação, a de não saber algo tão basilar, que é o fato de se nutrir. E quero ressaltar aqui, que esse é apenas um dos infinitos departamentos de autoamor. Não se engane… talvez essa seja apenas a pontinha do iceberg que tem dentro de nós. Continuemos a perseguir o “saci”. Como você se percebe? O que o seu corpo significa para você? Essas reflexões são muito importantes e nos ajudam a entender os sentimentos que temos por nós mesmos.

Adriana Marques/MS

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