Saúde & Bem-estar

Ninguém é uma ilha

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Crédito: DR.

Hoje eu gostaria de trazê-los à reflexão de um tema que permeia todas as instâncias da nossa existência: os relacionamentos. 

Desde antes do nascimento, iniciamos relações com aquela que nos dará à luz. E, no momento em que o olhar da mãe recai sobre o recém-nascido, inicia-se ali o princípio de todos os relacionamentos. A forma como olhamos e percebemos a nós mesmos tem sua origem nesse momento. E vai se estruturando cada vez mais no contato com os demais membros do núcleo familiar. Com o pai, os avós, irmãos. Depois, com a escola, os grupos ou “tribos”, os colegas de trabalho. E, geralmente, se estende na busca por um companheiro(a) que poderá atender ao instinto de sobrevivência da espécie. Enfim, o Homem, como ser social, parece seguir uma trajetória em que está sempre ao lado e junto a uma comunidade.

A partir de como foi a construção desse caminho, poderemos ter maiores ou menores dificuldades de estabelecer relacionamentos benfazejos. Falando especificamente de relacionamentos amorosos, sabemos que, antes de mais nada, o ser humano pode alcançar um nível de entendimento em que ele acredita não precisar se relacionar, que ele se basta, e tudo bem. Mas, sempre fará parte de um grupo social que, de forma mais ou menos incisiva, é interdependente.  Sabemos também o quão poderosa pode ser a união de objetivos e propósitos entre duas pessoas. Quanto aprendizado e fortalecimento conquistamos ao formar uma parceria! No entanto, para chegar ao nível de uma parceria, muita água precisa rolar debaixo da ponte! Afinal, cada pessoa carrega consigo a bagagem individual, o tal caminho construído desde o nascimento, a autoestima primordial ou a falta dela, e as consequências de todos os relacionamentos anteriores. Ao iniciar um novo relacionamento, temos a oportunidade de vivenciar experiências poderosas de autoconhecimento e amadurecimento.

Entramos em contato com as qualidades e carências do outro e aprendemos, com isso, a nos conhecer melhor. Adotar certas práticas de convivência nos ajuda a estabilizar a relação. Por exemplo, estabelecer o diálogo como ferramenta indispensável na resolução de problemas. Saber que haverá problemas sim, pois são duas visões de mundo muitas vezes bastante diferentes uma da outra que estão ali juntas tentando se equilibrar.  Entender que as diferenças podem representar oportunidades de crescimento individual e para a relação.

Encarar a vida a dois como uma planta delicada que precisa de regas constantes com água de amor, atenção e paciência. Com esses cuidados, é possível alcançar um nível de cumplicidade que nos garante que, num momento de fraqueza, o outro irá nos amparar. E vice-versa. Compreender que intimidade não significa retirar todos os filtros na comunicação com o outro. Que quanto mais eu me valorizo, mais possibilidade eu tenho de valorizar o outro. E que os amores românticos são a porta de entrada para o desenvolvimento dos amores maduros, ou seja, existem fases relacionais que precisam ser conversadas, entendidas e vivenciadas. Ter esse tipo de compreensão e conversar sobre, nos permite fortalecer e dar substância ao relacionamento evitando que ele se liquefaça. Atualmente, com a facilidade dos descartes, é mais fácil deixar o amor ir pelo ralo do que empenhar-se em mantê-lo forte e concreto.

A reflexão é bastante ampla e complexa e não permite conclusões definitivas. Fiquemos com a ideia de que, entre o saber se bastar e compreender a importância de ter um relacionamento, há um limiar que pode ser a chave para um relacionamento saudável e prazeroso.

Adriana Marques/MS

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