Saúde & Bem-estar

Além do medo

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Há quem diga que não tem medo de nada e quem tenha medo de (quase) tudo. Entre um extremo e outro existem muitos medos considerados “normais” – como o medo de alturas, do escuro e de velocidade, por exemplo – que são comuns a uma grande fatia da população mundial e que, apesar de existirem e de se fazerem sentir, acabam por não limitar, pelo menos em grande medida, a vida, quer pessoal, quer profissional, de quem deles sofre.

No entanto, quando esses medos se tornam irracionais surgem outros sintomas associados, como ansiedade, aumento da frequência cardíaca, tremores, suores frios, palidez, rubor, tensão muscular, pânico e desmaio.
E aqui já estamos perante algo mais do que um “simples” medo: são as chamadas fobias, que afetam cerca de 20% da população mundial.

Cada pessoa pode inclusive sofrer de mais do que uma fobia, sendo que os sintomas associados podem tornar-se mais intensos quando experiencia situações que desencadeiam as diferentes fobias. Para além das mais comuns, como a claustrofobia (medo de estar em locais fechados, como elevadores, autocarros muito cheios ou divisões pequenas), aracnofobia (medo de aranhas), acrofobia (medo de alturas), agorafobia (medo de permanecer num local, seja aberto ou fechado, com muita gente) ou nictofobia (medo do escuro ou de locais com pouca visibilidade), existem outras fobias bem mais peculiares… Hoje decidi trazer-vos alguns exemplos.

ONFALOFOBIA

Um nome bem pomposo, verdade? Conseguem adivinhar a que se refere? Por mais estranho que possa parecer, é a… umbigos! Sim, e não importa se é perfeitinho, para fora, mais para dentro, ou de uma forma mais esquisita: quem sofre de onfalofobia simplesmente não consegue ver (ou sequer pensar) nesta parte do nosso corpo que, em tempos, serviu de ponto de conexão entre nós e a placenta.

GENUFOBIA

E continuamos nas aversões a partes do corpo: desta vez “descemos” um pouco e vamos até aos joelhos! Conhecem alguém que tenha esta fobia? Estas pessoas receiam não só os seus joelhos como também os dos outros, e até mesmo o ato de ajoelhar! Acredita-se que este tipo de fobia possa ter origem numa experiência negativa e/ou traumática.

ANCRAOFOBIA OU ANEMOFOBIA

Quem sofre desta fobia não pode, de maneira alguma, visitar Aveiro, em Portugal! Isto porque esta é uma cidade tipicamente ventosa e as pessoas com ancraofobia ou anemofobia tem pânico de tudo o que se relacione com ventania: até mesmo um “simples” (para nós!) sopro.

NOMOFOBIA

Esta é, com certeza, uma fobia dos tempos modernos: a nomofobia é o medo exacerbado de ausência ou impossibilidade de comunicação através de um dispositivo móvel, seja por falta de rede, internet ou bateria.

ARAQUIBUTIROFOBIA

Esta foi uma das fobias que mais me surpreendeu: logo a mim, que tenho medo de queijo derretido e achava que isso era suficientemente estranho! Pois quem sofre deste verdadeiro palavrão – araquibutirofobia – tem medo que a manteiga de amendoim fique presa ao céu da boca! E esta, hein?

FOBOFOBIA

Terminamos com aquela que é a derradeira fobia: fobia a ter fobias. Alguma vez viram o filme Inception, com o Leonardo Dicaprio? É mais ou menos nesse ciclo vicioso e altamente ansioso que vivem as pessoas que sofrem de fobofobia, que chegam inclusivamente a ter medo também de ter qualquer tipo de doença e a tratarem-se até para aquelas que efetivamente não possuem.

Inês Barbosa/MS

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