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Educar desde cedo

De pequenino é que se torce o pepino, não é assim? Pelo menos ouvi esta expressão várias vezes durante a minha vida até aqui. E a esse propósito, acho de extrema importância e relevância atual falar-vos sobre a possibilidade de ensinarmos as nossas crianças, desde cedo, a aceitar o outro – seja ele de que raça, etnia, cultura, religião for.

Educar desde cedo-FYI-mileniostadium
Crédito: DR.

“Literatura” e “educação” são termos estreitamente atrelados e surgem como uma união capaz de fortalecer o ensino de crianças e jovens, trazendo histórias poderosas que marcam através de lições e saberes.

Agora, numa época que tanto se fala sobre respeito pela diversidade, cuidado com o próximo e a necessidade de desconstruir o racismo, a arte escrita torna-se símbolo de representatividade e um meio valioso para tornar as futuras gerações abertas ao diálogo e ao pensamento crítico. Concordam? Gostava que sim. 

Por isso, hoje decidi trazer-vos algumas obras infantis que abordam a educação antirracista e que trazem, na sua essência, temas sensíveis, reflexivos e capazes de levar os leitores para o espaço do outro. Aceitam alguma sugestão? 

Educar desde cedo-FYI-mileniostadium“A Surpresa de Handa”,
de Eileen Browne (Editorial Caminho)

Talvez um dos livros infantis mais conhecidos com uma protagonista negra, este livro é usado para ensino em muitas salas de aula, mas também é um livro de leitura importante em casa. Trata-se de uma história de amizade e partilha, passada no Quénia, em que a menina Handa segue numa viagem para entregar uma cesta de frutas à sua amiga Akeyo. E que, como o título indica, conta com uma surpresa pelo caminho.

 

Educar desde cedo-FYI-mileniostadium“O Jaime é uma Sereia”,
de Jessica Love (Fábula)

Premiado pelo jornal The New York Times, o livro conta a história de um menino e da sua avó, que o leva frequentemente às aulas de natação. Um dia, ao ver três mulheres vestidas de sereias no metro, Jaime torna-se obcecado em tornar-se numa. Numa viagem de autodescoberta, trata-se de um livro que celebra, acima de tudo, a individualidade e o amor-próprio.

 

 

Educar desde cedo-FYI-mileniostadium“Endireita-te”,
de Rémi Courgeon (Orfeu Negro)

Na terra africana de Djougou, manda a tradição que se coloquem coisas na cabeça das meninas, como café ou feijão, como assim acontece com Adjoa. À medida que o tempo passa, o livro dá a conhecer não só o peso físico carregado pela personagem, como os problemas ultrapassados no seu processo de crescimento, num apelo à transformação e à vontade de fazer a diferença. A mensagem é de esperança e mudança, para que possamos um dia alcançar uma sociedade mais justa.

 

 

Educar desde cedo-FYI-mileniostadiumBenedito,
de Josias Marinho (Caramelo)

Ao descobrir a batida do tambor, um bebé resgata o passado dos seus ancestrais e a manifestação da fé, conhecendo o canto e a dança celebrados pelos seus amigos e familiares. Assim, o jovem Benedito tem acesso a uma memória rica e inesgotável sobre tradições e a importância de se preservar a cultura original dos povos.

 

 

 

Educar desde cedo-FYI-mileniostadiumOmo-Oba: Histórias de Princesas,
de Kiusam de Oliveira (Mazza Edições)

Omo-Oba conta a história de seis mitos africanos, popularmente conhecidos nas comunidades de tradição ketu. Os contos reforçam o modo de ser feminino e evidenciam a personalidade de meninas através de lendas fortes, poderosas e carismáticas relacionadas às divindades da mitologia iorubá.

 

FYI/MS

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