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“Miguel Lourenço O Homem dos Gongos”

Créditos: MDC Media Group.

Na localidade de Telhadela, entre o som dos pássaros, da pacatez e a tranquilidade da floresta, ouve-se um som ancestral que parece vir de outro tempo, de outro mundo. É ali que Miguel Lourenço, Gong-Maker e Gong-Master, dá vida a instrumentos que não são apenas metálicos — são portais de som, vibração e transformação interior. Os seus Gongos, reconhecidos internacionalmente, nasceram de uma visão pouco comum: devolver ao som o seu lugar sagrado. 

Fundador da Universe Gong®, Miguel é hoje uma figura respeitada no universo do som terapêutico. Os seus Gongos Universe Gong® e os inovadores Galaxy Gong® não são apenas peças de arte sonora, são reconhecidos como instrumentos de elevada qualidade nos Estados Unidos, Austrália, Polónia, Reino Unido, França, Bélgica, Suíça e muitos outros países. Numa era de produção em massa, os seus Gongos destacam-se pela sua singularidade — feitos à mão, um a um, com intenção e espírito. Mas quem é Miguel Lourenço, e como chegou até aqui? A história de Miguel não começa com o som. Como muitos, percorreu caminhos convencionais até perceber que havia algo mais — uma frequência mais profunda — que precisava ser escutada. Foi no encontro com o Gongo que tudo mudou. Não como um músico, nem como artesão, mas como alguém que viu neste instrumento milenar uma ferramenta para o autoconhecimento. 

Créditos: MDC Media Group.

Para Miguel, todos os seres humanos deveriam ter, pelo menos uma vez na vida, contacto com um Gongo, o que vier depois, é escolha de cada um, mas esse primeiro encontro pode ser transformador. Diferente de muitos ensinamentos que seguem linhas filosóficas ou espirituais, Miguel criou a sua própria filosofia, baseada unicamente nos benefícios do som. Nos retiros e formações que promove — tanto em Portugal como no estrangeiro — o foco está no poder do Gongo como instrumento de reconexão, sem rótulos, sem dogmas. E se o lado espiritual é forte, o lado técnico não fica atrás, a Universe Gong® fabrica Gongos Planetários e outros modelos feitos em níquel, seguindo os padrões internacionais de qualidade. Para quem está fora deste universo, pode parecer apenas uma questão de afinação, Miguel trabalha com base nas frequências estudadas por Hans Cousto — matemático e musicólogo suíço que descobriu a relação entre os planetas e as notas musicais. Mais do que fabricar, Miguel cria; cada Gongo é feito por encomenda, com a energia do comprador em mente. 

Não há produção em série, nem stocks  industriais, há intenção, há escuta e um fabrico de instrumentos com alma. Todos os Gongos são produzidos ao som de mantras. Acredita-se que essa vibração contribui para o caráter especial de cada peça. E cada uma é única — mesmo dois Gongos “Sol” terão a mesma frequência, mas nunca o mesmo visual. Como na natureza, a perfeição está na diferença, para Miguel, o Gongo não é apenas um instrumento musical, é uma ferramenta de cura, de introspecção, de alinhamento; é uma das formas mais sagradas de autoconhecimento. O valor dos seus Gongos não segue o padrão comercial. Não se trata de lucro pelo lucro, mas de valor justo: o custo da matéria-prima e da mão de obra. 

Uma filosofia rara nos dias que correm. Há quem compre um Gongo para usar em sessões de terapia sonora, meditação ou yoga, outros apenas para ter em casa, como um objeto. Mas independentemente do uso, todos reconhecem algo em comum: os Gongos do Miguel têm uma presença, têm um som profundo, envolvente, que parece tocar algo mais além do ouvido.  O que se faz em Telhadela já atravessou fronteiras; os Gongos do Miguel têm viajado pelo mundo, mas é nos retiros e formações que ele partilha o que realmente move este trabalho. Ao ensinar, Miguel não passa apenas técnica — partilha visão, sensibilidade, e uma escuta apurada da vida. Numa sociedade cada vez mais barulhenta, onde o ruído exterior é constante, encontrar silêncio é um luxo. Mas Miguel mostra que o silêncio verdadeiro pode ser encontrado dentro do som — dentro do som do Gongo. Não o som caótico, mas aquele que ressoa com o corpo, com a alma, um som que não se ouve apenas com os ouvidos. Nas suas oficinas, o processo de criação é quase ritualístico: desde a escolha do metal, à moldagem, afinação e acabamento, tudo é feito com presença plena. O martelo que molda o Gongo também molda a vibração do momento, é essa vibração que dizem que pode mudar estados de consciência, aliviar dores, trazer clareza. 

O trabalho de Miguel Lourenço é um exemplo de como a tradição e a inovação podem caminhar juntas. De como é possível empreender com alma, criar com intenção e viver com propósito. Numa altura em que tantos procuram respostas fora, ele oferece uma ferramenta para encontrar algo dentro. É só escutar.

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