Ambiente

Água – “Seja a mudança que quer ver no mundo”

 

agua - milenio stadium

 

Durante os dias 22 a 24 de março realizou-se a Conferência da Água em Nova Iorque, sob a égide das Nações Unidas.

Na página da ONU, relativamente ao Dia Mundial da Água que se assinala anualmente a 22 de março, pode ler-se:

“A desregulação do ciclo da água prejudica o progresso em todas as principais questões globais, da saúde à fome, da igualdade de género aos empregos, da educação à indústria e dos desastres à paz.
Em 2015, o mundo comprometeu-se com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS.6) como parte da Agenda 2030 – a promessa de que todos teriam água e saneamento geridos com segurança até 2030.
Neste momento, estamos seriamente fora do caminho.

Milhares de milhões de pessoas e inúmeras escolas, empresas, centros de saúde, quintas e fábricas estão reféns porque os seus direitos humanos à água e ao saneamento ainda precisam ser cumpridos.

Há uma necessidade urgente de acelerar a mudança – para ir além dos “negócios como sempre”.

Os dados mais recentes mostram que os governos devem trabalhar, em média, quatro vezes mais rápido para cumprir o ODS 6 dentro do prazo, mas essa não é uma situação que um único ator ou grupo possa resolver.
A água afeta a todos, por isso precisamos que todos tomem medidas.”

Participe em: https://sdgs.un.org/partnerships/action-networks/water

Repito, abaixo, informação já publicada no Milénio Stadium em edições anteriores, porque nunca é demais mostrar a realidade.

Apenas 3% de toda a água no planeta é água doce, sendo apenas 0,02% potável e acessível para consumo.
Parece-nos inacreditável que num planeta em que 75% da sua superfície é coberta de água e seja tão difícil ter uma quantidade abundante bebível. Dos atuais 8 mil milhões de seres humanos aproximadamente 800 milhões não têm acesso a água potável. Ásia e África são as zonas do globo onde o acesso a água limpa para consumo humano é mais reduzido. Os cinco países com mais pessoas sem acesso a água potável são: Índia (77 milhões), China (63 milhões), Nigéria (57 milhões), Etiópia (43 milhões) e República Democrática do Congo (36 milhões).

Anualmente morrem mais de 900 mil pessoas por doenças causadas por água imprópria para consumo. Como divulgado pela Organização Mundial de Saúde, mais de 2 mil milhões usam água contaminada com fezes.
A acrescentar à escassez do líquido vital, a atividade humana contamina e polui uma gigantesca quantidade de água, sendo que cerca de 80% das águas residuais no planeta não são tratadas ou depuradas.

Dos 9,087 mil milhões de metros cúbicos de água doce usada no mundo anualmente pelo Homem, 70% são para irrigação e criação de gado, 20% são usados pela indústria e apenas 10% são para o uso das populações. Porém se compararmos os países desenvolvidos com os em vias de desenvolvimento as diferenças são evidentes. Nos países desenvolvidos o consumo é de 59% na indústria, 30% na agricultura e pecuária e 11% no uso das populações. Nos países menos desenvolvidos a agricultura e pecuária ficam com a fatia de 82%, a indústria 10% e as populações consomem apenas 8%. Estas repartições de consumo demonstram bem as grandes diferenças estruturais entre países ricos e pobres, mas o mais lamentável é a diferença de consumos totais: enquanto os E.U.A. consomem quase 600 litros por dia, por pessoa, na Etiópia consome-se apenas 15 litros.

A extração excessiva, tanto a partir de lagos e rios, como dos lençóis freáticos, aliada ao aquecimento global, alterações climáticas e poluição, estão a provocar a escassez de água em muitas regiões do planeta. Em 2025 calcula-se que metade da população mundial viverá em zonas com carência água. O impacto nas economias e nas populações provoca instabilidade e disputas no acesso a este recurso vital. Nos últimos 70 anos houve mais de 30 conflitos entre países devido a recursos aquíferos.

Ter poder sobre as nascentes dos rios, desviar os seus cursos ou reter as águas com barragens, tem sido motivo de conflitos entre países vizinhos. Deter e controlar a água é uma forma execrável de exercer poder utilizar a água como arma, ou como elemento de chantagem, é tudo menos digno de um ser que se auto intitula de Sapiens Sapiens.

A escassez da água não terá fronteiras, porque essas só existem na mente do Homem.

Paulo Gil Cardoso/MS

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