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Défice vai ficar abaixo de 1,3%, anuncia António Costa

Valor revê em baixa estimativas anteriores e foi anunciado hoje pelo primeiro-ministro na cerimónia onde o Governo apresentou cumprimentos de boas festas ao Presidente da República.

Primeiro-ministro anunciou hoje, após a reunião em Belém, que o défice de 2017 vai ser 1,3%, um valor que se encontra 0,1% abaixo da estimativa anterior, de 1,4%.

“Tivemos no ano passado o menor défice da nossa democracia, e este ano vamos ter um défice que hoje já podemos dizer, sem criar arrepios ao senhor ministro das Finanças, que será inferior a 1,3%”, declarou o primeiro-ministro.

António Costa falava na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, durante uma sessão de apresentação de cumprimentos de boas festas pelo Governo ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, também esteve nesta sessão de cumprimentos, juntamente com a maioria dos ministros do XXI Governo Constitucional e três secretários de Estado.

Há dois dias, o primeiro-ministro tinha-se manifestado convicto de que o défice deste ano iria “ficar abaixo de 1,4%”, referindo que a meta inicialmente traçada pelo Governo era 1,5% do PIB e depois foi revista para 1,4%.

Nas projeções económicas publicadas em novembro, Bruxelas reviu em baixa as previsões para o défice orçamental tanto para 2017 como para 2018, antecipando que este indicador fique nos 1,4% em cada ano, o que compara com a anterior projeção de défices de 1,8% e de 1,9%, respetivamente.

Para 2017, o executivo comunitário antecipou que a redução do défice dos 2% em 2016 para os 1,4% este ano “se deve sobretudo à recuperação económica, à queda da despesa com juros e ao investimento público abaixo do orçamentado”.

Excluindo as medidas temporárias, a previsão europeia é de que o défice das administrações públicas seja de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Quanto ao défice estrutural, que desconta o efeito do ciclo económico e das medidas temporárias, a expectativa de Bruxelas é que “melhore apenas ligeiramente em 2017”, para os 1,8% do produto potencial (em 2016 foi de 2%).

Isto porque a melhoria do défice “é sobretudo cíclica na sua natureza e não é acompanhada de medidas discricionárias de consolidação orçamental”.

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