Carney afirma que o Canadá pretende juntar-se à grande concentração militar europeia até 1 de julho

O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que espera que o Canadá possa aderir a um grande plano de rearmamento da defesa europeia até 1 de julho, um passo para reduzir a dependência do país em relação aos Estados Unidos em termos de armas e munições.
Carney fez estas observações no programa Power & Politics da CBC após o discurso do trono, que comprometeu o seu governo a aderir ao ReArm Europe. O discurso não definiu um calendário, mas Carney afirmou que pretende atuar de forma agressiva. “Setenta e cinco cêntimos de cada dólar de despesas de capital para a defesa vão para os Estados Unidos. Isso não é inteligente”, disse Carney ao apresentador David Cochrane.
O Canadá tem estado envolvido em conversações com a União Europeia desde que Carney assumiu o cargo – antes das eleições federais da primavera – sobre a adesão ao plano que prevê que as nações do continente gastem 1,25 biliões de dólares em defesa nos próximos cinco anos. “Estamos a fazer grandes progressos nesta matéria e, até ao Dia do Canadá, gostaríamos de ver algo de concreto”, afirmou Carney.
Pouco depois de o primeiro-ministro ter defendido uma cooperação mais estreita em matéria de defesa com a Europa, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi às redes sociais para dizer que a sua administração estava a negociar com o Canadá a adesão ao seu sistema de defesa antimíssil “Golden Dome”, que “custará 61 mil milhões de dólares se continuarem a ser uma nação separada, mas desigual, mas custará ZERO DÓLARES se se tornarem o nosso querido 51º Estado. Estão a considerar a oferta!”
Carney, na sua própria reunião na Sala Oval com Trump, já tinha deixado claro que o Canadá não estava interessado em juntar-se aos EUA.
CBC/MS







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