Automobilismo: Mundial de Ralicross regressa a Lousada

Lousada transforma-se, no próximo fim de semana, no epicentro do ralicross mundial, ao acolher a prova de abertura do Campeonato do Mundo. Dois dias de pura adrenalina, com carros com motor de combustão a competirem, lado a lado, com elétricos, numa luta eletrizante.
O palco é o renovado Eurocircuito de Lousada, alvo de um investimento estratégico por parte do município, com o objetivo de promover o território e impulsionar a economia local. Com a expetativa de muitos milhares de espetadores nas bancadas, o espetáculo está garantido – dentro e fora de pista.
“É muito bom estar de volta. Os organizadores fizeram um trabalho incrível, Lousada está deslumbrante! A última vez que aqui estive foi em 2016, e a pista mudou completamente. Está mais técnica, especialmente com a nova seção em terra. É um desafio divertido, mal posso esperar pelo fim de semana da corrida”. As palavras são do heptacampeão do mundo, o sueco Johan Kristoffersson.
É grande o entusiamo em relação ao fim de semana. Afinal, passados 17 anos, o Clube Automóvel de Lousada volta a organizar um evento com a chancela da Federação Internacional do Automóvel (FIA). A prova marca também o início do Campeonato da Europa de ralicross e vai contar com 15 pilotos portugueses. Os melhores pilotos do mundo vão passar pelo renovado circuito de Lousada, que foi bastante elogiado pelo observador da FIA.
O ralicross é das disciplinas mais espetaculares do desporto automóvel e consiste em corridas sprint (seis voltas), disputadas em circuitos mistos de terra/asfalto. Existe ainda a particularidade da Joker Lap, uma seção mais longa da pista, onde os pilotos têm, obrigatoriamente, de passar uma vez em cada corrida. Cada categoria tem quatro mangas, duas semifinais e uma final. Uma coisa é certa: as corridas proporcionam batalhas intensas, desde as qualificações até às finais.
Estão inscritos 37 pilotos, nove nas categorias World RX e Euro RX1, e 19 na Euro RX3. O sueco Johan Kristoffersson vai alinhar com o Volkswagen Polo WRX que utiliza combustível sustentável, e é nome mais sonante com os sete títulos mundiais, cinco consecutivos. O seu colega de equipa, Ole Christian Veiby, conduz um carro igual e é outro candidato à vitória. Entre os portugueses, destaque para João Ribeiro, atual vice-campeão europeu na classe RX3, que vai conduzir o Audi A1, para o campeão nacional de Super Cars, José Oliveira, com o Peugeot 208 WRX, e para a piloto Rafaela Barbosa, com o Peugeot 208.
JN/MS







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