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“Os nossos clientes querem fazer a mudança no futuro” – Tony Carvalho, Applewood

mudança no futuro - milenio stadium

 

Poupar é a palavra de ordem na vida de muitos, nos dias que correm e nos orçamentos familiares a fatia destinada aos custos de transporte tem sido uma das que mais tem crescido, graças ao aumento exponencial do combustível. Talvez esta seja a grande justificação para o progressivo crescimento de vendas de veículos elétricos (EV).

Como explicamos nesta edição do Milénio Stadium, mesmo com um investimento inicial avultado, a compra de automóveis que ajudem a reduzir substancialmente a despesa do dia a dia tem atraído cada vez mais pessoas em todo o mundo. Até ao final de 2030 estima-se que as vendas de EV devem atingir os 40 milhões de unidades. Este quadro que se afigura cada vez mais como o que será o futuro do mercado automóvel é também desenhado muito graças à necessidade de cumprimento das metas de emissão de gases estabelecidas pelos acordos internacionais. Daí que os estímulos fiscais concedidos pelos diversos governos funcionem também como elementos de atração do mercado para esta opção.

tony carvalho - milenio stadiumTony Carvalho, New Car Sales Representative da Applewood (Chevrolet; Cadillac; Buick; GMC), sobre o acolhimento que os seus clientes têm demonstrado a este tipo de veículos disse-nos que “estão todos na mesma página e apenas à espera de que estes veículos cheguem. Parece que muitos dos nossos clientes querem fazer a mudança no futuro. Eles estão agora mais abertos a fazer a mudança para apenas elétricos”. Ou seja, o interesse por parte dos compradores está a crescer, mas “o único problema é acompanhar a procura”.

Como especialista na área Tony Carvalho identifica com clareza as vantagens desta opção de compra “variam de cliente para cliente. A mais óbvia é a poupança de combustível, mas muitos dos meus clientes também estão conscientes da pegada que os veículos elétricos deixam no ambiente. Muito mais limpos do que o combustível”.
A verdade é que por esta ou por outras razões a venda está a crescer, um pouco por todo o lado, e o aumento da oferta de modelos, a maior autonomia e a expansão da rede de carregamento são algumas das razões que explicam a consistência destes crescimentos. Na Dinamarca, por exemplo, pela primeira vez na história, as vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram as vendas de veículos a diesel.

Carros de corrida, carros utilitários, motas e retroescavadoras são alguns dos exemplos das últimas novidades que os principais fabricantes de veículos elétricos apresentaram – mesmo um camião pode assumir esta versão.
Há, no entanto, desvantagens que ainda têm que ser ultrapassadas para consolidar o mercado da venda de EV ‘s, Tony Carvalho identifica a principal – “a única desvantagem real é a remoção e eliminação das baterias quando estas estão prontas, mas há muitas novas empresas que estão a ser criadas com o único objetivo de reciclar as partes e componentes destas baterias”. Como desvantagem o responsável pelas vendas de veículos novos da Applewood afirma que “a única desvantagem real é a remoção e eliminação das baterias quando estas estão prontas, mas há muitas novas empresas que estão a ser criadas com o único objetivo de reciclar as partes e componentes destas baterias”.

Na realidade, as baterias EV de hoje são caras e têm uma duração bastante limitada. Legitimamente o comprador pensa sempre que perante a possibilidade de fazer viagens mais longas é necessário parar e recarregar o carro, o que se torna preocupante quando não há postos de carregamento suficientes.

A questão é ainda mais grave quando se trata de veículos comerciais, visto que parar várias vezes ao dia não é economicamente viável, ou seja, a tecnologia de baterias EV ainda não é ideal para uso comercial. No entanto, há inovações promissoras e novas pesquisas estão a desenvolver baterias que poderão ser recarregadas até 98% em menos de 10 minutos. O desafio agora é comercializá-las. Com mais pessoas a utilizar carros elétricos, aumentará a procura por diferentes matérias-primas, resultando em mudanças na cadeia de fornecimentos. Assim, os custos da bateria vão demorar ainda mais a diminuir e isso continuará a ser um desafio para a indústria.

Apesar disso, Tony Carvalho não tem dúvidas relativamente ao que será o futuro do seu negócio, prevendo um domínio dos EV‘s no mercado “no futuro, os veículos elétricos serão a principal base de todos os veículos vendidos na América do Norte e na maioria dos países desenvolvidos do mundo”.

Madalena Balça/MS

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