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O poder que está à porta de casa

Créditos: CBC

Não há nível de governação mais próximo de nós do que o municipal. É a câmara que decide se a rua onde vivemos tem iluminação, se o autocarro passa a horas, se o parque onde os nossos filhos brincam é seguro, se a habitação continua acessível. E, no entanto, é também neste nível de poder que a nossa comunidade precisa de se fazer ouvir mais, não só como eleitores que não abdicam do seu direito de escolha, mas também como candidatos.

Votar é essencial, mas não basta. É necessário deixar de ser invisível nas decisões. É quando nos candidatamos, quando ocupamos uma cadeira na câmara, que passamos a estar na sala onde as prioridades se discutem e o orçamento se distribui. Os luso-canadianos que encontrámos nestas eleições, de Toronto a Cambridge, de London a Oshawa, de Mississauga a Brampton ou Kitchener, são a prova de que isso é possível. Alguns estreiam-se nestas andanças este ano, outros recandidatam-se depois de anos de trabalho em prol dos seus vizinhos, mas continuam a ser poucos, face à dimensão real da nossa comunidade no Ontário. Envolvermo-nos mais, apoiar quem se candidata, incentivar quem hesita… é assim que passamos a ser vistos e ouvidos, e não apenas contados, pelo sistema político.

Clique AQUI para um infográfico sobre as eleições provinciais no Ontario.

Nesta edição, começamos por olhar para o que as sondagens dizem sobre duas das corridas mais disputadas da província. Em Toronto, Olivia Chow mantém uma vantagem confortável sobre Brad Bradford (50% contra 39%, segundo a Liaison Strategies), encaminhando-se para um segundo mandato sem grande sobressalto. Já em Mississauga o cenário é bem mais incerto: a sondagem mais recente, da Pallas Data, coloca a atual mayor, Carolyn Parrish empatada com a sua antecessora, Bonnie Crombie, (35% cada), com Alvin Tedjo e Dipika Damerla ainda na corrida e um terço dos eleitores por decidir. É um resultado que, no momento, aponta para a incerteza sobre quem vai sair vencedora, sendo certo que, nas palavras da própria sondagem, estamos a assistir a “uma verdadeira corrida a dois”. Mississauga é, por isso, um importante lembrete de como cada voto e cada candidatura, pode fazer diferença. Não abdique do seu direito e dever de ser um cidadão de plenos direitos – esse é o seu grande poder e está aí mesmo à porta da sua casa.

MS

 

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