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Não vai deixar saudades. Mas fica na memória

Se por um lado não deixa saudades, por outro 2019 foi um ano marcante em vários aspetos, quer a nível internacional, quer a nível nacional (leia-se Portugal e Canadá), bem como a nível local e comunitário.

Como aspetos marcantes do ano que fecha a década ficarão para sempre nas nossas memórias, a nível internacional, as manifestações na Venezuela contra o regime de Nicolas Maduro, a pacificação entre a Coreia do Norte nos EUA, com consequente abertura ao diálogo entre as duas Coreias, a continuação da mediocridade de Trump nos EUA e a construção do muro que separa aquele país dos vizinhos mexicanos e o aparecimento da jovem Greta Thunberg a influenciar de modo definitivo a discussão à volta das alterações climáticas.

No Canadá, os casos com Trudeau e a sua improvável reeleição para formar um governo minoritário no Canadá, a maioria de Ford e a sua manifesta incompetência para liderar a província do Ontário, a guerra comercial entre China e o Canadá e a vitória dos Raptors na NBA foram os destaques de 2019.

António Costa não garantiu a maioria e, desta vez, sem gerigonça, vamos ter quatro anos de “navegação à vista” em Portugal. O ano terminou com cheias resultantes do mau tempo, apesar de ter “chovido muito no molhado” um pouco durante todo o ano naquele cantinho à beira mar plantado. Destaco a incompreensível atitude do Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues relativamente às contantes utilizações da palavra “vergonha” por parte do deputado André Ventura. A repreensão aconteceu na “casa da democracia”.

Importante, também, é a demissão da magistratura judicial do juiz Rui Rangel, num caso que acho que ainda vai dar muito que falar e que envolve figuras tão conhecidas da sociedade portuguesa, como são os casos de José Veiga, João Rodrigues e Luís Filipe Vieira, entre outros.

A nível local, Ana Bailão consolidou a sua posição como vice-presidente da Câmara de Toronto, destacando-se o trabalho notável desenvolvido no âmbito da habitação social e no garante de habitação sustentável na cidade. Como ponto negativo fica a continuação na escalada de preços das habitações no GTA, sem fim à vista.

Os maiores destaques do ano vêm da comunidade luso-canadiana, que parece querer dar passos definitivos em direção a um futuro mais risonho. O aparecimento do Magellan Community Care e da transmissão 24 horas/7 dias da semana da Camões TV são passos definitivos a caminho do futuro. No caso do primeiro, para garantir que a franja mais desprotegida da nossa comunidade vai ter o cuidado continuado que necessita na velhice e o segundo que aponta um caminho inovador e moderno nos meios de comunicação ligadas à comunidade, sem esquecer a divulgação do que a lusofonia tem de melhor.

Pela negativa, a nível comunitário, destaca-se o impasse que se continua a viver na ACAPO. Os que querem sair, mas que nunca saem e os que querem assumir as rédeas da Aliança, mas que nunca avançam. Entretanto temos uma “direção” que não é direção e clubes e associações que apesar de terem o destino nas mãos, fazem de conta que não é nada com eles e coçam a cabeça.

Que 2020 traga um pouco mais de bom senso, honestidade e frontalidade a quem de direito.

Carlos Monteiro

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