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Não cair na tentação… ou, pelo menos, tentar

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Créditos: DR.

O que é para si o Natal? A família sentada à volta de uma mesa, a comer e beber? Sim também será mais do que isso para os cristãos, que convictamente celebram o nascimento de Cristo, mas até para esses a noite de consoada e o dia 25, sendo de festa, são também sinónimo de exagero alimentar. Na realidade, não podemos falar do Natal sem mencionar a tradicional e tão querida Ceia, com todos os pratos típicos que envolvem esta celebração a serem a grande atração! A mesa da casa de cada família, na maioria das vezes, torna-se o centro das atenções.

São tantas opções de pratos doces e salgados típicos que é difícil não querer comer um bocadinho de cada…

Há quem tente enganar-se com o argumento de que o bacalhau com batatas e couves ou grelos é uma comida light. O polvo também não engorda e até é, normalmente, grelhado. E até o peru assado tem a enorme vantagem de estar no lado mais “verde” da roda dos alimentos, uma vez que faz parte da família das mais saudáveis “carnes brancas”. Pois… até que a argumentação é válida e faz sentido, não é? Não fosse tudo o resto e estaríamos isentos de “pecar” nesta quadra! Mas as tentações estão por todo o lado. Desde as passas de figo recheadas com nozes, passando pelos doces carregados de açúcar e ovos, e o pão que envolto em leite e ovo é frito e se transforma nas tão apetecíveis rabanadas cobertas com açúcar; os sonhos que mais não são do que uma massa feita de farinha, água e ovos que à colherada se deixam cair no óleo quente para crescerem e alourarem e por fim são cobertos de açúcar ou até mergulhados numa calda de açúcar, água e casca de laranja; as filhoses; os mexidos, e os bolos-rei, que se apresentam cada vez mais diversificados – há os de chocolate, os de frutos secos (que mudam de nome para Bolo Rainha) ou então os mais tradicionais, carregados de frutas cristalizadas. Enfim, existem diversos e doces variam muito de região para região, mas seja o que for que se apresente na sua mesa de Natal, há sempre um ponto comum – tudo nos deixa um extraordinário sabor na boca, mas um peso enorme na consciência e em muitos outros locais do nosso corpo.

Mas a verdade é que o Natal está realmente à porta e sabemos que, por vezes, se torna difícil fazer escolhas mais sensatas com tantas tentações ao nosso redor, não é verdade?

A pensar nisso, e na sensação de “culpa” que eventualmente sentimos depois de comermos desalmadamente nestas ocasiões, esta semana pedimos à nutricionista e dietista registada Elen Azevedo que nos desse algumas recomendações alimentares para o período de festas que se avizinham, com algumas dicas para que possamos aproveitar uma bela Ceia de Natal de forma saudável e equilibrada.

Milénio Stadium: Devemos olhar ao que comemos no Natal ou é dia de “folga”?

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Elen Azevedo, RD, Nutricionista | Consultoria em Nutrição. Créditos: DR.

Elen Azevedo: Os feriados são dias especiais. Estamos de folga do trabalho e temos mais tempo para cozinhar comidas gostosas. Não acredito que o Natal é um dia pra ficar contando calorias, ou pesando a comida.

É pra ser um dia leve e feliz, mas também não recomendo comer sem pensar, ou comer com exagero, apenas porque é feriado. É possível comer bem, sem pressão, mas fazendo boas escolhas.

MS: Como lidar com os excessos?

EA: Algumas pessoas têm a mentalidade de que os feriados são dias em que os “exageros” são permitidos ou esperados. Mas não precisa ser assim.

É possível comer bem no Natal, consumir nossos pratos favoritos desta época mas com inteligência, sabendo fazer boas escolhas na alimentação na hora da refeição e nas horas que a antecedem, evitando aqueles efeitos colaterais de inchaço, indigestão, e sentimento de culpa por ter exagerado.

Você não precisa comer de tudo que está sendo servido. Não gaste calorias à toa, consuma aquelas calorias que realmente vão “valer a pena”, com alimentos especiais que você não come com frequência.

MS: Como apreciar o Natal de forma mais saudável?

EA: Nestes dias podemos fazer receitas que têm um significado especial pra nós, e trazem boas memórias de reuniões familiares e tradições.  Coma comida de verdade, evitando alimentos industrializados e processados.

Nas horas que antecedem as festas, faça refeições leves e nutritivas, e evite chegar com muita fome, para evitar exageros. Ao chegar à festa faça um tour de 360° e veja todas as opções disponíveis, e escolha o que vai consumir ANTES de começar a se servir. Sirva porções pequenas e volte para pegar mais, se for necessário.

MS: Podia dar-nos um pequeno cardápio detox para o dia seguinte ao Natal?

EA: Se acontecerem excessos, é importante deixar o fígado fazer o seu trabalho de digestão e desintoxicação. Algumas estratégias que ajudam: consumir água abundantemente; evitar colocar mais comida no estômago antes de sentir que a refeição anterior já foi digerida; consumir vegetais brássicos como couve, kale, repolho, couve-flor e brócolis em pelo menos duas refeições do dia, em sucos, saladas, ou cozidos.

MS: Como gerir a dieta entre o Natal e a passagem do ano? Alguma dica para balancear as duas épocas festivas?

EA: Os dias entre o Natal e o Ano Novo devem ser encarados como dias normais, como são. Todos os dias são oportunidades de nos alimentarmos bem. Se você tem dificuldade para administrar a sua alimentação, busque ajuda.  A alimentação deve ser uma fonte de saúde, sabor e prazer!

Catarina Balça/MS

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