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Mercado doméstico do café é dominado pelo Tim Hortons

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Créditos: Tyler Farmer

No Canadá se bebe mais café do que água da torneira. Com essa afirmação, baseada num levantamento realizado pela Coffee Association of Canada no ano passado, começamos a ter ideia de como, de fato, essa bebida e suas variações é amada e altamente consumida pelos canadenses. Por aqui costuma-se brincar que basta sair às ruas de uma grande cidade como Toronto para perceber que a cada esquina é possível encontrar uma diferente cafeteria, seja das famosas redes que se multiplicam, ou estabelecimentos independentes.

Segundo essa mesma pesquisa, o consumo por pessoa chega a quase oito quilos de café e dois em cada três canadenses desfrutam de pelo menos uma xícara de café por dia com uma média de quase três. E com uma população com tamanho apreço por essa bebida é natural que esse seja um mercado aquecido com competidores de todos os tamanhos a disputarem a atenção e tentar ganhar a preferência dos consumidores.

E nesse quesito as grandes cadeias de cafés se destacam, já que conseguem, seja pelas múltiplas localizações ou investimentos maciços em publicidade e estratégias de marketing, fixar o nome de sua marca e atrair a atenção do público, com lançamentos sazonais de novos produtos ou com preços baixos e ofertas atrativas.

Entre as grandes redes uma das mais consolidadas, até por ter nascido no Canadá, é a da Tim Hortons. São mais de 4.000 lojas espalhadas pelo país, o que significa que existe quase uma por cada grupo de 10.000 canadenses. Apesar de desde 2014 não ser mais controlada por um grupo canadense, nessa altura foi comprada por uma empresa de investimentos brasileira, ainda tem fortes raízes no país e nas comunidades locais, ocupando um dos primeiros lugares na preferência nacional na hora de comprar café, com uma participação dominante de 54% no mercado doméstico. Outras redes que agradam e têm destaque por aqui são as americanas Mc Donald’s e Starbucks, a primeira com 1446 lojas e a segunda mais de 1300. Em Ontário a rede canadense Second Cup também agrada os paladares e atualmente detém mais de 200 lojas no país. Vale destacar que o café pode ser a atração principal, mas o sucesso delas também está ligado ao fato de venderem pastelaria, com infinitas variedades de bagels, muffins doces e salgados, cinnamom rolls e todas essas delícias altamente calóricas e que combinam com um café.

E o ano de 2020, devido à pandemia, provocou um abalo no setor do retalho em geral, e as cafeterias não ficaram de fora. Segundo estudo realizado pelo Allegra World Coffee Portal os confinamentos e restrições provocaram uma remodelação forçada desse setor. As vendas caíram cerca de 22% em 2020, com o mercado agora avaliado em $9,5 bilhões – uma queda nas vendas de $2,5 bilhões comparado a 2019.

O que a maioria das empresas, em especial as grades redes, fizeram desde então foi buscar maneiras alternativas de seguir atendendo o público. Uma das estratégias adotadas foi a introdução de compras através das tele-entregas, como fez a Starbucks Pick Up, que passou a utilizar os aplicativos de entrega terceirizados, como Door Dash e Uber Eats para facilitar a vida dos clientes.

Durante esse período as grandes cafeterias também concentraram os atendimentos no serviço de drive-thru, que aliás já representa mais de 40% de todos os pontos de venda no Canadá, e foram fundamentais durante o período de restrições, com o formato já bastante usado e conhecido pelos consumidores canadenses.

Aos poucos, à medida que as restrições foram sendo aliviadas, as lojas retomaram suas atividades e já estão com os espaços abertos para aqueles clientes que gostam de aproveitar a atmosfera das cafeterias e desfrutar do café da manhã, ou de um simples copo de café, estudar, participar de uma reunião de negócios ou outras tantas possibilidades.

E esta é uma época do ano em que se multiplicam os lançamentos nos cardápios dessas grandes redes, todos relacionados aos sabores natalinos e suas variações. E com tantas ofertas disponíveis no mercado, todos saem ganhando, os consumidores que desfrutam do seu tão amado e necessário café, e as lojas que reestabelecem seus lucros.

Lizandra Ongaratto/MS

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