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Espalhando sorrisos no Natal

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Créditos: DR.

Mais do que uma época de encontros e festividades para muitas pessoas o Natal é um tempo de praticar a solidariedade e a bondade e assim incorporar o verdadeiro espírito da data. Enquanto para alguns esse é um período aguardado de encontros familiares, ceias fartas e troca de presentes, para outros tantos, mundo afora, não existem muitos motivos para celebrar, seja porque a miséria é tão intensa que festejos assim não têm espaço ou porque simplesmente não têm ao seu redor familiares ou entes queridos.

Reunimos nesta edição do Milénio Stadium, dois exemplos de luso-canadianas que através de ações solidárias tentam colocar um pouco de alegria e esperança no Natal de algumas pessoas. Atitudes que inspiram e que demonstram que pequenos gestos podem fazer uma grande diferença na vida de alguns.

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Para Fernanda Silva o ritmo de trabalho no mês de dezembro é intenso, já que ela é diretora de vendas de uma marca de produtos cosméticos, mas apesar disso, grande parte do tempo dela nesta época é voltado, para além das vendas e da família, também à elaboração de cestas de Natal que distribui para idosos que moram em lares. Neste ano pretende entregar 150 em cinco diferentes instituições nas cidades de Toronto, Mississauga e Milton. Cada uma dessas cestas contém loções hidratante para mãos, pernas e corpo, um cachecol, toucas e luvas, um urso de pelúcia, kits de chocolate quente, café e chá, um ornamento de Natal e um panetone. “São pequenos presentes para trazer um pouco de bem-estar para os idosos. Além disso pedimos se podemos dar um abraço e conversamos com eles”, conta ela. 

Fernanda relata que a ideia surgiu depois que a mãe dela, que na terceira idade sofreu de Alzheimer, passou a viver num desses lares. “Eu ia todo dia visitar a minha mãe e percebia ao conversar com as enfermeiras e a equipe de cuidados que muitos daqueles idosos que moravam lá, ao contrário da minha mãe que tinha a família sempre muito presente, não recebiam a visita de ninguém. Os parentes ou não podiam ou simplesmente os abandonavam lá. Era muito triste ver a solidão daquelas pessoas”, relata.

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Créditos: DR.

Já lá se vão 16 anos desde que começou a realizar essa iniciativa e desde então não cansa de se surpreender com a emoção e a alegria dos utentes em receber a visita e a cesta: “Muitos ficam surpresos com nossa iniciativa. Chegam a se emocionar, porque não recebem essa atenção, precisam de um contato, um simples gesto de afeto. Sentir que são queridos de alguma maneira”.    Neste ano, para dar conta de montar as 150 cestas, Fernanda teve ajuda da amiga Sônia, e claro, das diversas pessoas que se envolvem dando ofertas em dinheiro para ajudar na compra dos artigos que compõem o kit. Do auge da sabedoria adquirida ao longo da vida diz que aprendeu que fazer o bem é sempre gratificante: “Saio dali, respiro fundo e me sinto bem” e completa: “Estamos nessa vida para fazer a diferença e ajudar uns aos outros. Sinto-me tão agradecida em poder fazer algo de bom”.

Do auge de seus 13 anos quem também já sente a satisfação de ajudar ao próximo é Keila Martins. Foi a mãe dela, Ana Maria Rodrigues, de 45 anos, que há quatro anos, conheceu o projeto “Operation Christmas Child”, organizado pela Samaritan’s Purse, que entrega caixas de sapatos lotadas de presentes e artigos de saúde variados para crianças carentes de países onde o índice de pobreza é

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Créditos: DR.

muito elevado, como El Salvador e Costa Rica, na América Central e também  do continente africano, como Senegal e Serra Leoa entre outros. “No primeiro ano que ajudamos montamos cinco caixas e durante todo o processo eu vi o envolvimento e a vontade da Keila em participar”, conta a mãe: “Ela fazia questão de ir junto às lojas, escolher os presentes que seriam dados às crianças, separá-los nas caixas, queria se envolver em todo o processo”.

A menina conta que saber que pode alegrar o Natal de algumas crianças que moram em países pobres e não têm condições de ter acesso a esses artigos básicos, como escovas de dentes, lápis de colorir e jogos, lhe traz um sentimento muito bom: “Eu vi os vídeos e me deixou triste saber que algumas crianças não têm quase nada. Poder ajudá-las e ver a alegria delas me faz muito bem”.

Na tentativa de conseguir aumentar o número de caixas que são enviadas, mãe e filha começaram a compartilharam fotos da iniciativa nas redes sociais, mostrando a ação solidária e onde pedem ajuda de amigos e pessoas interessadas em realizar doações. O resultado foi que uma verdadeira rede de solidariedade foi formada: “Muitas pessoas não têm tempo de ir até a loja, realizar a comprar, separar os artigos, montar a caixa…enfim, fazer todo o processo. Por isso recolhemos o dinheiro e organizamos todo o resto”, conta Fernanda. E neste ano graças a toda a dedicação delas, e ajuda de pessoas que contribuíram, conseguiram encher 86 caixas. “Eu monto as caixas como se conhecesse cada criança que irá receber. Além disso coloco uma cartinha onde desejo Feliz Natal e envio uma mensagem positiva para elas, dizendo que são amadas por Deus e também por nós”, relata Keila.

A mãe conta que desde muito cedo sempre gostou de envolver a filha nessas ações de solidariedade e se sente recompensada em ver o gosto que a menina tem em participar: “Dar o exemplo para nossos filhos é importante. E ver a alegria da Keila em ajudar é gratificante para mim como mãe”, diz Fernanda. Para o ano que vem a meta da dupla é de chegar às 100 caixas doadas. E com a dedicação de ambas não há dúvidas de que vão conseguir atingir o objetivo.

Pessoas de diferentes idades e histórias de vida, mas que mostram que quando somos solidários e fazemos o bem, entre os maiores beneficiados estamos nós mesmos. Histórias de Natal que aquecem o coração e nos fazem lembrar do verdadeiro significado da data.

Lizandra Ongaratto/MS

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