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De que temos medo?

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Ora, viva! 

Mais uma sexta-feira e mais um mês a chegar a meio. Estes meses de verão são como a água límpida de um rio. Escorrem-nos por entre as mãos sem quase darmos conta.

Assim estamos com esta estação, que demora tanto para chegar e se vai, assim, num ápice.

Esta semana, em cima da mesa, o jornal Milénio questiona-nos: afinal de que temos medo? O que nos afronta? Como reagimos ao medo? A que níveis chega a nossa adrenalina?

Pois, vou tentar perceber, convosco, o que acontece com o nosso corpo e alma quando isso nos sucede.

Afinal que é o Medo? O medo não é sinal de fraqueza ou covardia. Muito pelo contrário: é uma reação involuntária e natural com a qual o ser humano convive ao longo de vários momentos de sua vida.

Muitas situações podem desencadear essa emoção, desde ver uma barata até um revólver na sua cabeça. O cérebro é ativado involuntariamente quando sofre tais estímulos stressantes, libertando substâncias que fazem disparar o coração, tornam a respiração ofegante e contraem os músculos. Essa é a conhecida reação de luta ou fuga, afinal, o medo está associado ao instinto de sobrevivência. Se as pessoas não sentissem medo, não viveriam por muito tempo. Isso porque sem essa emoção faríamos qualquer coisa sem pensar duas vezes: andaríamos entre os carros em alta velocidade nas avenidas, ficaríamos ao lado de animais ferozes, pularíamos de prédios etc. O medo, por isso, é um travão que nos ajuda a pensar nos riscos e consequências antes de fazermos algo e também é uma resposta imediata nos momentos em que nos sentimos amedrontados e precisamos agir.

Como tal, ao fim e ao cabo é bom sentir Medo, tentar dominar a situação e arranjar soluções para nos libertarmos deste sentimento, em determinadas situações mais forte do que noutras, mas nem sempre com a mesma essência. Mas também não convém ter medo de tudo. As fobias de animais, até de sair da própria casa, socializar com outros seres, de nos expormos e por aí adiante são fobias que também existem e são muito reais e nalguns casos podem até ser consideradas doenças.

Bem, vamos lidando… espero que sejamos sempre, de algum modo fortes o suficiente para sermos capazes de lidar com estas situações e, sobretudo, superá-las.

Fiquem bem e até já,

Cristina Da Costa/ MS

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