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Casa roubada, trancas à porta

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Créditos: DR.

Lá diz o ditado, “casa roubada, trancas à porta”, mas a verdade é que existem os dois casos: quem decide de facto instalar câmaras e alarmes de segurança depois de ser assaltado ou quem o faz para prevenir eventuais ataques.

Gabriel Fernandes, proprietário da GFSecurity, uma empresa sediada em Mississauga que se dedica à instalação de equipamento de segurança, diz que essa questão é uma preocupação sobretudo para as pessoas mais velhas. “Os portugueses com quem trabalho sentem-se seguros em geral, mas os mais velhos preocupam-se mais com a sua segurança do que os mais novos. Comecei esta empresa há dez anos quando me apercebi de que cada vez mais pessoas queriam instalar câmaras, depois acabei por ampliar os serviços e comecei a instalar também alarmes”, contou.

Qualquer pessoa que mora em Toronto sabe que existem áreas mais perigosas, tal como é normal em qualquer grande cidade populosa. Por isso não é de estranhar que exista mais procura por câmaras em determinadas regiões. A GFSecurity nota uma maior procura entre os seus clientes sobretudo em “North York, Scarborough, Brampton e na baixa de Toronto”.

Mas as empresas também sentem necessidade de investir neste tipo de equipamento, não são só as pessoas singulares. “As câmaras permitem aos empresários poderem monitorizar empregados e clientes a partir de qualquer parte do mundo, não os protege de serem roubados, mas dá-lhes paz de espírito e uma sensação de segurança”.

Sempre que existem roubos ou homicídios, a polícia precisa de analisar as imagens registadas pelas câmaras mais próximas que às vezes estão em propriedade privada. Empresas como a GFSecurity têm um papel importante porque ajudam as autoridades de segurança pública a identificar os responsáveis pelos crimes. “Cedo as imagens à Polícia de Toronto sobretudo quando se tratam de assaltos a carros, assaltos a garagens ou grafites em propriedade privada. As câmaras estão localizadas em edifícios de apartamentos e no centro da cidade onde há mais atividade criminosa”, explica.

Apesar deste tipo de equipamento representar um grande investimento financeiro, no final acaba por valer a pena. “Na minha opinião, as câmaras são um grande dissuasor de ser assaltado e vandalizado e os alarmes dão-lhe paz de espírito à noite, especialmente para os mais velhos, e para quando as pessoas não estão em casa”, notou.

A pandemia pode ter trazido uma mudança de paradigma, porque se antigamente as pessoas se preocupavam com o facto de estarem em casa, hoje, com o teletrabalho e as restrições de saúde pública, os canadianos passam mais tempo em casa e estão a adquirir cada vez mais equipamentos de segurança. “Não só as pessoas como as empresas no geral estão a comprar mais câmaras, alarmes e campainhas de porta. Nas empresas portuguesas às vezes são roubadas pequenas máquinas e ferramentas de construção de estaleiros. Recentemente entreguei um vídeo à polícia que mostrava uma escavadora a ser roubada no domingo de manhã num destes locais de trabalho”, revelou.

Apesar dos níveis de criminalidade serem baixos em Toronto, quando comparados com algumas das cidades mais perigosas do mundo como Tijuana no México, St Louis nos EUA (estado de Missouri) ou Cidade do Cabo na África do Sul, a verdade é que com segurança o melhor mesmo é prevenir.

Joana Leal/MS

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