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Canadá com maior representação nos Jogos Olímpicos desde 1984

O Canadá leva este ano 371 atletas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, o maior número desde os Olímpicos de Los Angeles de 1984. Cerca de 171 atletas são de Ontário; 95 da Colúmbia Britânica e 58 do Quebec. Quarenta destes atletas são medalhistas olímpicos e 226 vão estrear-se nos Olímpicos. A grande maioria dos atletas são mulheres: 225 mulheres contra 146 homens.

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Créditos: Team Canada comittee

Entre 23 de julho e 3 de agosto, os atletas canadianos vão competir em 33 modalidades. As grandes apostas canadianas são: a estrela do atletismo Andre de Grasse; a multi-medalhada da natação Penny Oleksiak; a campeã de Westler Erica Wiebe; duas vezes medalha de ouro no trampolim Rosie MacLennan; Brooke Henderson no golfe e Christine Sinclair no futebol.

O membro mais novo da equipa canadiana é Summer McIntosh, que tem 14 anos e vai competir na natação, e o elemento mais velho é Mario Deslauriers, que tem 56 anos e que vai competir na equitação. Num ano completamente atípico e mesmo com o estado de emergência em Tóquio os Jogos Olímpicos vão mesmo realizar-se, ainda que nem todos estejam de acordo. Uma sondagem da Ipsos, divulgada na semana passada, revela que a maioria das pessoas não queria que os Jogos Olímpicos se realizassem. Depois de consultar a opinião de mais de 19,500 pessoas em 28 países, a terceira maior empresa de pesquisa de mercado do mundo concluiu que 57% das pessoas não queria que os Olímpicos fossem em frente. Cerca de 68% dos canadianos também estava contra e sobre o seu nível de interesse nos Jogos Olímpicos de Tóquio, cerca de 11% dos canadianos disse estar muito interessado; 22% disse ter algum interesse; 23% disse ter pouco interesse e 44% revelou que não tinha nenhum interesse.

Na segunda-feira (19), o Comité Olímpico Canadiano (COC) anunciou que Miranda Ayim, três vezes membro da equipa olímpica no basquetebol, e Nathan Hirayama, co-capitão da equipa masculina de rugby do Canadá, iam ser os porta-bandeira do Canadá na Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Esta é a primeira vez em Jogos Olímpicos de verão que dois atletas canadianos marcham com a bandeira canadiana na cerimónia de abertura.

Miranda Ayim estreou-se nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e já anunciou que se vai reformar depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A veterana canadiana do basquetebol, que representa o Canadá internacionalmente há 15 anos, também fez parte da equipa canadiana que conquistou o ouro em solo nacional nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. Ayim e a sua equipa feminina de basquetebol vão disputar a primeira medalha de sempre do Canadá no basquetebol feminino.

Ayim disse estar honrada por ser porta-bandeira nos Olímpicos e admitiu que apesar do último ano e meio não ter sido fácil, os canadianos demonstraram espírito de união, camaradagem e sacrifício- “o verdadeiro espírito de equipa”.

Hirayama tem sido um membro chave das equipas canadianas desde que se juntou à equipa em 2006, quando tinha apenas 18 anos. Hirayama competiu nos três Jogos Pan-Americanos e em três Jogos do Commonwealth e já ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata. Esta é a primeira vez que o Canadá tem uma equipa masculina de rugby nos Jogos Olímpicos.

Apesar desta ser a maior equipa do Canadá desde 1984, Ayim e Hirayama vão liderar um contingente mais pequeno do que o que estamos habituados a ver na cerimónia de abertura, devido aos rigorosos protocolos da COVID-19 exigidos pela organização. Outra das regras dos livros de jogo é que os atletas só podem chegar à aldeia cinco dias antes de competirem. Ayim e Hirayama seguem os passos de Rosie MacLennan, duas vezes campeã olímpica, que carregou a bandeira na cerimónia de abertura do Rio 2016.

O Comité de Seleção de Bandeira da Team Canada é composto por um representante dos atletas, selecionado pela Comissão de Atletas do COC, Inaki Gomez; pela chef de missão de Tóquio 2020, Marnie McBean; pela presidente do COC, Tricia Smith; pelo CEO e secretário-geral do COC, David Shoemaker; pelo diretor executivo do Desporto do COC, (que é um membro sem direito a voto), Eric Myles; e pelo senador Marty Deacon, um representante do Comité de Seleção de Bandeira. O COC não revela o número de atletas nomeados nem os detalhes do processo de seleção.

Joana Leal/MS

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