Temas de Capa

A vida tal como ela é…

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Olá, bom dia, boa sexta-feira e um ótimo fim de semana. Esta semana, o tópico em cima da mesa fala-nos sobre entidades de caridade, charitable institutions. Bem, não me vou adiantar até porque, por vezes, pessoas que lideram há anos tais entidades na nossa comunidade fazem-no para usufruírem de títulos, alargar o ego e impor o tal “respeito” que caso contrário não teriam. Enfim, mais do mesmo. 

Recordo-me dos meus tempos de rádio (Chin), onde certos grupos de “líderes” não sei de quê, se reuniam, dia após dia, e de conversas sábias tinham muito pouco ou nada. Abriam a boca para se auto “gabarem” e destacarem, mas a essência ficava aquém do que seria o ideal. Fazer algo realmente benéfico a outrem. A isso se chama liderança, carisma e bondade.

Quando nos autoimpomos e autoelogiamos, algo está muito errado. A empatia é um conceito de que muito poucos sabem sequer o significado.

Quem é que tem beneficiado destas posições de liderança na nossa comunidade? Mais do mesmo. Sempre as mesmas caras, sempre as mesmas atitudes e, por vezes, têm seguidores que, tal como eles, dão valor ao mais medíocre.

Como diz o velho ditado, “Se não os consegues vencer, junta-te a eles”. A vida a acontecer.

Venham maratonas, peditórios, festas e mais e mais de tudo. É o que é e vai valer sempre o que vale. Ideias e sugestões frescas e novas nem se avistam a léguas.

Felizmente ainda há exceções à regra, como é o caso da Luso Canadian Charitable Society, que tem desenvolvido um muito importante trabalho de apoio a pessoas com necessidades especiais e suas famílias. Um trabalho reconhecido, desde logo pelas famílias dos seus utentes, mas também por várias instâncias oficiais, como é o caso dos Governos (Federal e Provincial). 

Felizmente, a comunidade portuguesa tem demonstrado ter um carinho especial por esta instituição, que precisa muito de ajuda. Sempre, mas mais agora que vai iniciar um novo projeto – a construção de uma residência para utentes que têm pais já idosos e, portanto, sem condições físicas para lhes prestarem os devidos cuidados, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Que não lhes falte a força para prosseguir este trabalho que, há mais de 20 anos, tem tornado mais feliz a vida de tantas pessoas, que a sociedade ainda olha com algum desdém.

Fiquem bem e até já,

Cristina Da Costa

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