A conversa com Jesus Cristo

Olá, muito bom dia. Nesta edição especial de Natal do jornal Milénio, resolvi ter uma conversa “hipotética” com Jesus Cristo, o nosso salvador. Mas antes de lhe colocar algumas questões vamos viajar pelo tempo.
A história de Jesus Cristo, figura central do Cristianismo, relata a vida de um profeta judeu do século I d.C. que pregou amor, perdão e o Reino de Deus na Galileia e Judeia, realizando milagres e sendo crucificado por ordem romana, mas que, para os cristãos, ressuscitou, tornando-se o Filho de Deus e Salvador da humanidade, com seu legado transformando biliões de vidas.
Sim, está escrito, certo? Nós não assistimos, mas enquanto povo Cristão, quem o for, respeitamos este legado e acima de tudo mantemos a fé. Ateus e cristãos e até outras religiões quando se encontram em situações menos felizes a primeira palavra que vem ao pensamento e à boca (interligados) é Deus. Oh, meu Deus!; Valha-me Deus! etc.
E então se esta fórmula está tão incutida no nosso ADN, porque todos nós vamos estar com “eu sou melhor do que tu“, temos as nossas dúvidas e colocamos questões?
Então, tal como a política a religião para mim são tópicos muito sensíveis e há que os tratar com todo o respeito para não ferir suscetibilidades.
“Sentei-me com Jesus Cristo e perguntei…
Senhor Jesus, diga-me.
Como se sente no meio deste mundo surreal?
Onde as pessoas são cada vez mais egotistas e egocêntricas?
Onde a sua mensagem se confunde no meio de tanta barbaridade, guerra, injustiça?
O que é que aconteceu ao milagre de reparar a dor alheia?
Para onde nos leva este comportamento? Para a salvação ou para o fundo do abismo?
Crê que ainda pudemos ser salvos de tanto pecado? De tanta maldade? Onde está a empatia para com o próximo? Porque deixa que o Mundo ande tão aflito?”
Jesus olhou-me e com toda a sua complacência disse:
“Cristina, enquanto houver ganâncias vai existir maldade, enquanto o homem pensar ser imortal e deixar que o seu ego seja mais forte do que a razão, não vai haver paz. A minha palavra foi e continua a ser de fé, de bondade e amor, mas o homem não consegue “ver” para além dessa linha de pensamento, o homem tornou-se egotista e foi-se transformando e moldando os seus próprios vícios e desejos. Um dia, quando já muito pouco houver para destruir, será tarde demais. “
Assim fica a mensagem do nosso salvador: “Não fazer o que não quer que vos façam”. Tentar calçar o sapato alheio e quiçá com um pouco mais de carinho ainda possamos ir a tempo de nos salvar.
É o que é e vai sempre mesmo valer o que vale.
Fiquem bem, Feliz Natal e um próspero 2026.
Cristina DaCosta/MS







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