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2026 segundo os Astros

Photo: @copyright

O ano de 2026 surge, do ponto de vista astrológico, como um momento-chave dentro de um ciclo de transformação mais amplo que começou em 2023 e se estenderá até 2028. Não se trata de uma rutura súbita, mas de uma continuidade de processos que já se fizeram sentir em 2025 e que agora ganham forma mais definida. Para o astrólogo Hewton Tavares, este é um período em que a humanidade é chamada a sair do plano do sonho e da indefinição para assumir escolhas concretas, com impacto duradouro no futuro coletivo.

Nesta entrevista, Hewton Tavares analisa os grandes movimentos planetários que marcam 2026, os seus reflexos na política internacional, na economia — com especial atenção ao Canadá — e a principal lição que este ano deixa à humanidade: a necessidade de agir com foco, consciência e responsabilidade.

Milénio Stadium: Do ponto de vista astrológico, que tipo de ano será 2026? Um ano de continuidade, rutura ou reconstrução face a 2025?

Hewton Tavares. Créditos: DR.

Hewton Tavares: Diria que é sobretudo um ano de continuidade. Questões que já começaram a manifestar-se em 2025 vão consolidar-se e tornar-se mais visíveis em 2026. No entanto, essa continuidade acontece dentro de um contexto maior de transição. Entre 2023 e 2028, vários planetas de órbita média e longa estão a mudar de signo, o que, do ponto de vista astrológico, é algo muito significativo. Em 2026, esses planetas fixam-se definitivamente nos novos signos, o que introduz novos elementos e exige uma adaptação mais profunda. É um período de muita mudança e aprendizagem.

MS: Essas novidades tendem a ser mais negativas ou positivas?

HT: Na astrologia, toda a mudança tem dois lados. As pessoas perguntam muitas vezes se algo vai ser bom ou mau, mas a resposta é quase sempre: depende de como encaramos a mudança. Se resistirmos constantemente, a experiência tende a ser negativa. Se entendermos que a mudança é necessária e aprendermos a trabalhar com essa energia, os resultados podem ser bastante positivos. É uma questão de alinhar-se com o movimento, em vez de lutar contra ele.

MS: Estamos a assistir a um extremar de posições políticas, geopolíticas e económicas. Essa tendência vai continuar em 2026?

HT: Sim, vai continuar. Em 2025 tivemos uma conjunção quase exata entre Saturno e Neptuno, que agora, em fevereiro de 2026, se torna perfeita. Saturno está ligado às estruturas, ao poder e às regras; Neptuno, pelo contrário, dilui, cria ambiguidade e amplifica. Quando estes dois planetas se encontram, especialmente no signo de Carneiro, vemos a consolidação de figuras de poder com características autoritárias e, muitas vezes, demagógicas. São lideranças com grande capacidade de persuasão, sobretudo através dos media, mas nem sempre com clareza ou transparência.

MS: Isso significa um aumento da instabilidade, incluindo a nível económico?

HT: Sim, especialmente no início do ano. No caso específico do Canadá, 2025 trouxe grandes desafios ao mercado de trabalho, e esse processo atinge o seu pico com a conjunção de Saturno e Neptuno. A partir daí, a tendência é de alguma estabilização. Não será um ano perfeito, mas, comparativamente a 2025, 2026 apresenta sinais de melhoria, com o mercado de trabalho a assentar gradualmente.

MS: E o que poderá correr pior para o Canadá em 2026?

HT: As relações comerciais. Saturno e Neptuno entram numa área do mapa do Canadá ligada às parcerias internacionais. Isso indica negociações difíceis e possíveis tensões, sobretudo com os Estados Unidos. Mesmo que muitos pensem que os problemas criados por Donald Trump já atingiram o limite, ainda há margem para mais conflitos comerciais, especialmente em temas como tarifas e acordos bilaterais. No entanto, há também um lado positivo: esta pressão força o Canadá a diversificar relações e a estreitar laços com outros países, reduzindo a dependência dos Estados Unidos a médio prazo.

MS: Isso significa uma mudança no papel internacional do Canadá?

HT: Sem dúvida. O Canadá está a redefinir a forma como se posiciona no mundo e como é visto pelos outros países. A sua postura internacional está a mudar de forma significativa, com decisões mais autónomas e cautelosas. Esse processo não transforma o país numa superpotência, mas dá-lhe uma identidade mais clara e independente no cenário global.

MS: Qual será, então, a grande lição coletiva de 2026?

HT: A grande lição é passar do plano do sonho para a ação. Com a mudança energética de Peixes para Carneiro, acaba o tempo da indefinição. É o momento de escolher prioridades e investir nelas de forma concreta. Não é possível fazer tudo; é preciso focar no que realmente importa e agir. O que for iniciado agora tem um peso grande na construção de um futuro sustentável.

MS: Uma atitude positiva e orientada para objetivos é essencial para enfrentar o ano?

HT: Exatamente. Mas tem de ser uma atitude com significado. O sonho continua a ser importante, mas agora precisa de estrutura e ação. Até em eventos como o Campeonato do Mundo de Futebol vemos essa energia: o vencedor vai ser um país que tem um futebol bonito. Por exemplo, podemos pensar no Brasil como um bom candidato para ganhar o Campeonato do Mundo ou outros países da América do Sul com tradição futebolística forte. Mas qualquer outro país, por exemplo, do sul da Europa, como Portugal e Espanha, que joguem um futebol bonito, também têm um grande potencial para fazer um grande Campeonato e até ganhar. Não vejo nenhum país surpresa a chegar e ganhar, um país que nunca ganhou antes. Vai ser uma nação que já está mais consolidada no mundo do futebol. Será uma competição sólida, com vencedores tradicionais. Não vejo grandes surpresas.

MS: De que forma pode a astrologia ajudar as pessoas sem cair no determinismo?

HT: A astrologia moderna está profundamente ligada à psicologia. Não é uma ferramenta de destino fixo, mas de autoconhecimento. Um mesmo aspeto astrológico pode ter várias leituras possíveis. Com um profissional qualificado, a astrologia ajuda a compreender tendências, padrões de comportamento e períodos mais favoráveis para agir. O ideal é trabalhar com o mapa astral individual, que permite uma leitura personalizada e consciente do ano que se tem pela frente.

MB/MS

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