Portugal

Saúde: Dois anos depois, Montenegro diz que uniu o país e não cedeu a extremismos

Créditos: JN

Para assinalar dois anos como primeiro-ministro, Luís Montenegro escreveu um artigo de opinião no qual reivindica que, “num tempo de polarização”, o Governo escolheu “unir”. “Não cedemos a extremismos nem ignorámos os problemas. Trouxemos ordem e humanismo onde antes havia caos e laxismo”, considera.

No texto, que começa e termina com citações de Francisco Sá Carneiro, o primeiro-ministro defendeu que “a estabilidade política é mesmo possível sem maioria parlamentar” e que “ambição sem estabilidade seria imprudência infantil”. Antes de acenar com o rol de medidas implementadas pelos dois governos que liderou, Luís Montenegro enquadrou o início do seu mandato com uma crítica à governação socialista de António Costa, indicando que antes de “transformar o país” – “frustrado com anos de promessas defraudadas” – era necessário “devolver confiança e estabilidade às instituições, à sociedade e ao país”.

“Serviços públicos degradados, impostos em máximos históricos, uma política de imigração em colapso, uma crise habitacional sem resposta, e, tudo isto, num clima de instabilidade política, social e geracional”, enumerou. O primeiro-ministro atesta que o Executivo da AD, composto pelo PSD e CDS-PP, garantiu estabilidade através do diálogo, iniciando reformas em várias áreas, com o objetivo de “devolver paz social a setores há décadas em contestação”.

“Num tempo de polarização, escolhemos unir. Para que os portugueses pudessem acreditar connosco num país em que o projeto comum beneficia todos”, defendeu. Da economia à educação, passando pela saúde ou pela imigração, Montenegro elencou os feitos do Executivo que lidera, relembrando que o país foi eleito “Economia do Ano 2025” pela revista britânica “The Economist”. “A dívida pública caiu abaixo dos 90% do PIB pela primeira vez em mais de quinze anos. E alcançámos um excedente orçamental sem sacrificar o investimento público nem aumentar impostos – facto inédito em cinco décadas”, vangloriou-se.

Entre as áreas mencionadas, o chefe do Governo destacou a imigração, criticando o “sistema em colapso” herdado por António Costa. “Na imigração, assumimos um problema que outros fingiram não ver”, atirou. Além de mencionar a aprovação da lei dos estrangeiros, que pôs fim à manifestação de interesse que “alimentava o efeito-chamada”, Montenegro recordou a lei da nacionalidade, cujas alterações após o chumbo do Tribunal Constitucional foram aprovadas no Parlamento, após um acordo com o Chega.

JN/MS

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