Portugal

Portugal ganhou – As comunidades portuguesas podem ganhar

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Credito: DR

A esquerda da esquerda chumbou o Orçamento para 2022. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu em consequência desta não aprovação convocar eleições.

A qualidade do debate político durante a campanha eleitoral foi medíocre. Falou-se muito dos candidatos, até dos animais de estimação destes, das sondagens, dos possíveis acordos pós-eleitorais.  Mas faltaram novas propostas que trouxessem ao debate uma lufada de ar fresco.

A meio do período de campanha eleitoral soube o PS dar uma volta de 180 graus na orientação da estratégia da sua campanha e em bom tempo o fez, tendo aqui um papel preponderante o diretor de campanha, Duarte Cordeiro. O dia das eleições fica marcado, na minha opinião, por uma boa e uma má notícia.

Uma declaração menos conseguida, mesmo a roçar o infeliz do senhor Presidente da República, apelando a uma mudança como a má notícia.

Por sua vez, a boa notícia do dia foi que nem a pandemia travou a ida às urnas e a abstenção desceu para 42%. Ainda assim, esta é a terceira mais elevada abstenção desde o 25 de Abril, ficando apenas abaixo dos atos eleitorais de 2015 (43%) e 2019 (51.4%)

Chegados à noite eleitoral: 

O PS conseguiu uma maioria absoluta. Não gostei de ver Rui Rio sozinho na hora da derrota. Onde estavam Paulo Rangel e Luís Montenegro? Será que se o resultado fosse a vitória do PSD seria igual? 

Os resultados vieram mostrar que as sondagens foram umas verdadeiras fake news.

A vitória do PS (em todos os distritos e Açores, menos na Madeira) tem como expoente máximo a derrota das sondagens e, atrevo-me a dizer, de 80 % dos comentadores políticos. Derrota das Sondagens porque vieram a terreiro demonstrar que diferenças superiores a 6 % nunca seriam empates técnicos.

Artigos de opinião em jornais e televisões sempre contra o PS.

Todos diziam (comentadores) que Costa teve uma copiosa derrota no debate com Rio, mas os portugueses não demonstraram ter essa opinião. 

Podemos tirar as seguintes conclusões:

O Orçamento do Estado de 2022 vai mesmo ser aprovado. O mesmo Orçamento que dois dos três grandes derrotados da noite, Bloco de Esquerda e PCP, não quiseram aprovar, sendo assim penalizados, pois o PS apresentou um orçamento virado à esquerda (salário mínimo, aumentos de escalões de impostos sobre o rendimento singular, intervenção do Estado na economia). O PS absorveu grande quantidade dos votantes destes dois partidos.

O terceiro derrotado foi o CDS e o seu líder Francisco Rodrigues dos Santos. A sua estratégia de vitimização não deu resultado e mostrou ser completamente errada. Por fim, na minha análise o povo português sempre foi conservador, mas ficou com medo de que, com a vitoria do PSD, viessem outra vez tempos de austeridade, com cortes em salários e pensões.

O que pode a comunidade portuguesa espalhada pelo mundo ganhar com estas eleições?

Pode ser a grande vencedora se souber despertar o interesse do Governo português.

Como?

Ganhando força política, ganhando representatividade, fazendo na verdadeira aceção da palavra parte da solução, apresentando ideias, criando caminhos, construindo pontes.

Com um associativismo mais bem organizado, centrado e focado nas questões que realmente interessam. Vamos, pois, todos juntos dizer ao novo governo de Portugal que: Estamos aqui! Assim as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo podem ganhar.

Citando Napoleão “Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota” 

Vamos ao trabalho.

Vítor M. Silva/MS

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