Portugal está a ficar sem espaço para resíduos e tem de arranjar soluções

O secretário de Estado do Ambiente, Emídio Sousa, disse, em Vila Real, que já é tempo de se aproveitarem melhor os resíduos, que “ainda são vistos como lixo”, e de se passar da fase dos aterros sanitários para as “indústrias de recuperação de materiais”. A sustentabilidade do planeta agradece.
O governante está a contar com as universidades para encontrar soluções para os resíduos. Entende que é neste campo que “entram as engenharias, sejam mecânicas, químicas ou outras, para se saber quais os melhores processos para recuperar os materiais incorporados nos produtos que passaram a ser resíduos”. É todo um “manancial de desenvolvimento e de criação de bons empregos”, prevê.
E tudo isto é “desenvolvimento sustentável”, de acordo com Emídio Sousa, pois “quanto menos recursos tiverem de ser extraídos da natureza e quanto mais tempo durar o ciclo de vida do produto e do material, melhor”.
Esta política é inevitável, pois, segundo o secretário de Estado, “Portugal tem um gravíssimo problema na área dos resíduos”. Deve-se à “inércia do setor” e faz com que “dentro de dois anos o país não tenha onde os depositar”. No Norte, em particular, “a capacidade esgota-se dentro de meses”.
JN/MS







Redes Sociais - Comentários